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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Só.




Eu acho que não poderia me sentir mais incomodada e confusa. Porque o distante é sempre mais atraente? Porque o sorriso perde a graça? Por que tudo perde a cor com tanta facilidade em certos dias?
Eu penso errado, eu faço errado, eu vejo errado. Sempre, tudo errado.
Meu problema é meu reflexo. Meu problema são os olhos. Meu problema é a mente.
Eu não tenho espaço pra mais ninguém, é só eu e ela. Você não se encaixa aqui. Jamais alguém poderá se aproximar tanto.
E eu não amo se não sou amada, e eu não desprezo sem ser desprezada, e eu não odeio sem ser odiada.
Nem tudo que reluz é ouro, nem todo mundo que consente concorda, nem todos que dão risada acham engraçado.

segunda-feira, 31 de maio de 2010




Na maior parte do tempo, me esqueço de respirar. Me esqueço de ouvir. Me esqueço de falar.
A maioria das pessoas me abraça forte de mais. Algumas abraçam meio fraco. Outras nem sequer tocam em mim.
Em geral, quando choro, não entendo o porquê. Algumas vezes é por você. Nunca é por outra pessoa.
Se eu partisse seria melhor? Se eu ficasse seria mais fácil? Se eu fingisse ia doer muito?
Não enxergo mais. Tudo o que eu sabia se foi. Tudo o que dizem são só palavras. Onde te provo, o quanto sinto? Sinto muito. E sinto aqui.
Não me acho merecedora da tua palavra, não me acho digna do teu consolo. Recorro aos piores lugares, aos piores vícios, aos demônios mais assusstadores.
Não preciso mais de uma, preciso da outra. Não quero mais de um, quero só um.
Meus olhos encontram os teus, minhas mãos as tuas. Meu choro me entrega, meu coração se rende à ti e a ninguém mais. E o que se sabe agora, ainda é nada.
E me resta a minha insegurança e o meu querer estar contigo. Me resta a minha doença e a minha insatisfação, e ambas somem com você por perto.
Teu sorriso manda tudo embora, e então me sinto bem.
E tenho medo. Ele também.
Não tenho controle agora, mas ele deveria ter.
Ela me controla. Ela me mata.
Eu não sei. Eu te amo. E fico.
E então todos os pensamentos colidem, e nada faz sentido. E é tudo invenção, e é quase tudo mentira, enquanto todos decidem ficar longe.
Ninguém entende, e eu me viro sozinha de novo.
E quem disse que não mereci?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Casa.




Acho que essa doença nunca vai ir embora. Eu quero que ela vá, mas se eu não mudar, ela simplesmente não se move.
Eu to num barco (e eu odeio barcos), do qual eu quero muito pular, mas me falta coragem. Eu to aqui, falando pra vocês, falando pra mim mesma, minhas idéias e meus quereres, mas o que eu to fazendo? O que eu e você estamos fazendo? A gente pode conversar a noite inteira, mas isso não muda o fato de que ALGO ESTÁ ERRADO, e não vai mudar sem a sua ação, sem a minha ação. Como podemos? Onde podemos? Acho que essas perguntas são fáceis, a mais difícil de todas, é quando começaremos?
Eles estão esperando, o mundo está esperando! O que? Que nós deixemos essa covardia de lado e façamos o necessário para ao menos tentar encontrar a liberdade. Se não der de um modo, tem que dar de outro! Se você está triste, se obrigue a sorrir, fique perto de quem deperta o seu melhor lado.
Todos estão esperando por nós! Precisamos agir! O que me diz? Vai se conformar com o que todos te dizem e permanecer com essa pose de mal compreendido pela sociedade, pelos seus amigos e pelos seus pais? Faça você seu próprio caminho e suas próprias decisões.
Aí fora tem amor, tem ódio, tem ressentimento, tem sofrimento, tem alegria, tem gritos de fúria, gritos de prazer, risadas falsas, gargalhadas involuntárias, coisas que vão te deixar revoltado, pessoas que vão te falar absurdos que você nunca imaginou, acontecimentos que você não vai poder controlar, dores que vão parecer fortes de mais pra sentir, amores que vão te deixar nas nuvens, empregos que vão acabar com você, um mundo que vai nos impressionar, desejos que vão nos confundir.
Você vai ficar aí lendo o que poderia ser sua vida, imaginando situações que aconteceram ou aconteceriam, ou vai fazer alguma coisa que realmente vá valer a pena?
Sai daí, vamos, vamos pra nossa casa: o mundo.
Acho que esse é o único modo que vai fazer esse sentimento ir embora. Se eu estiver errada, não me culpe, ao menos tentamos, certo?


mazzyxx

quinta-feira, 25 de março de 2010

Isto.



Isto vai me manter seguindo. Três dias, é tudo o que eu preciso. Depois transformo o três em quatro, o quatro em cinco, e todos os dias em absolutamente nada. Isto se chama amor.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Desenho.

Oi.
Sabe, eu estava procurando pelo nosso desenho, lembra dele? Eu passei os últimos meses pensando sobre o que estava errado comigo. Mas eu acabei de perceber, que não é essa a questão.
Eu tenho pensando em você muito ultimamente, mas não do modo que eu costumava pensar. Nós éramos tão bons juntos, não consigo lembrar de momentos ruins na sua presença. Só quando eu estava bem longe.
E isso me levou ao desenho.
Eu estava desesperada ontem à noite, pois não conseguia lembrar do seu rosto. Eu estava deitada na cama, esperando o sono me atacar, e meus pensamentos voaram. E eles voaram diretamente em você. Mas eu não sabia quem você era, não lembrava do rosto e nem do nome. E por um momento eu fiquei desesperada. Eu conseguia lembrar claramente das suas palavras, então começei a caminhar pelo meu quarto. Eu estava frustrada. Mas então, algo me fez lembrar.
Seu rosto veio à minha mente e varreu tudo dela. Eu não conseguia pensar em mais nada, e começei a me perguntar se com o rosto, os sonhos também sumiriam.
Estou grata por não ter te visto por um tempo, me levou à este lugar aqui. Onde me encontro. E tudo está claro.
O pouco de tempo que passamos juntos,não quero esquecer isso. Eu só quero esquecer você, mas nunca o que você me fez sentir.
Você me mudou sem saber. Mas nesse momento, eu decidi que vou esquecer de você. Eu vou queimar o nosso desenho. Eu acordei pensando nisso, porque sonhei com você. Você estava falando sobre os meus olhos. Sobre as cores dele. E sobre as cores dele enquanto estávamos juntos. Foi um sonho lindo, onde você realmente me amava. Estou feliz por ele já estar desaparecendo. Aos poucos. E aqueles antigos sonhos, quando você me disse que me amava, eles permanecem muito fortes.
Você acredita que eu sou capaz de te esquecer? Eu não te odeio, talvez você me odeie. Se eu te esquecer, você me esquecerá?
Se eu nos queimar, você ficará triste? Pois eu simplesmente não me importo mais.
Eu achei que você tinha que saber essas coisas, mesmo que eu não esteja falando essas coisas pra você. Eu sei que você sabe. Em algum lugar, no seu coração, na sua cabeça ou nas suas memórias, você sabia no que eu me tornaria. Você sabia o que nós nos tornaríamos.
Eu só tenho que te agradecer, e te desejar boa sorte, eu gostaria que você me desejasse boa sorte também.
Te amarei para sempre, sem rosto e sem nome, farei uma fogueira com as nossas lembranças.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Vida.

Ando nervosa.
Penso de mais nas nuvens e sonho com quartos grandes, pelos quais caminho como se os conhecesse, mas nunca os vi.
Gosto de fitar o vazio, acho que poderia fazer isso por horas e horas, decorando cada detalhe. Mas por enquanto eu só observo sem razão.
Minhas mãos tremem e eu não me reconheço mais. Meus olhos começam a pesar e ando sempre cansada. Pelo cansaço ela me vence. Por isso ela me prende.
Me vejo tentada todos os dias, a fazer o que faz mal, a tentar o que quero. Mas o que quero seria o que ela me guarda? O que penso mudaria?
Até amanhã eu não percebo a realidade, até amanhã eu me engano. Amanhã chegou, lentamente mostrando que ele sempre chega, se arrastando em minha direção, como algum animal pronto pra me abater, algum animal que não deveria estar lá, aquele que dá o bote e te engole vivo, sabe? Ele te engole vivo e te mata devagar.
E eu sinto eles, eu sinto ela. Eu sinto a sujeira. Os números mentem, todos eles. Acho que só não mentem mais que as pessoas, que quebram promessas quando as fazem.
Talvez eu esteja fugindo, me traindo, traindo ela. Traindo a maravilhosa Vida. Se ao menos eu pudesse a ver com outros olhos, se ao menos eu conseguisse desejá-la, amá-la... Se pudesse senti-la, talvez assim conseguiria entender que coisas que conseguem manter uma conversa. Seria o modo que a boca se mexe? Seria um detalhe na mesa? Seria um sorriso ou o cabelo na frente dos olhos?
No escuro minhas mãos ficam inquietas procurando, procurando a minha Vida que ficou perdida por aí, em algum lugar.
Torça para eu conseguir achá-la.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ela.


De novo, lá vem ela com tudo, inconstante, destruindo o que tem de bom em mim, o que eu levei tempo pra expulsar. E o nojo e a repulsa que sinto, não podem ser substituídos, a vontade de chorar e as unhas voltam para carne, e a pele cai em volta, morta.
Por onde passam as lagrimas, a vida some, a vontade sucumbiu à dor, e é tarde para um recomeço. Por favor, me deixem em paz, por favor eu quero mais.
Essa sensação é tão intensa, a liberdade é tão boa, a vontade que isso me dá de voar, flutuar pra longe, longe de vocês e de mim. A vontade de parar, parar o tempo e rir de tudo o que vejo.
Ela me abraça e me aperta, me deixando sem ar, me botando em uma posição que me faz querer gritar, gritar de dor, gritar de vergonha.
Enquanto minha garganta sangra e meu corpo se contorce, eu canto o que ela sussurra para mim, e meus olhos perdem o foco, e enfim dou risada, risada de toda essa loucura, de toda imagem, de todo o som.
A risada é a entrada para o choro. As mãos são as que indicam fraqueza. E a sensação só me faz cair cada vez mais.
E agora é definitivo, agora é sem volta. Agora é de verdade.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Colecionando dor.

(...) Então, aqui estou, no mesmo lugar de sempre. Perdida em lembranças, em desejos, em decisões e em tristeza. Acho que mesmo que eu tivesse tomado outras decisões, que eu tivesse escolhido outros caminhos, mesmo assim eu estaria onde estou. Sempre me encontro em situações como essa, onde finalmente se volta ao vazio e á indiferença, quando ponho minhas lembranças em pílulas que somente tomarei em caso de emergência. Colecionando dor e talvez, um pouco de amor. Mas acho que cada um sabe o seu lugar, e acredito que o meu seja meu, sozinha. E como eu queria que não fosse assim! Mas ás vezes simplesmente é. Tem tanta gente que daria tudo pra ter uma vida que nem a minha, pra ter essa minha realidade que é menos pior do que a de tanta gente. (...)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Guerra

Sempre brava. Sempre irritada. E eu não sei porque. É como uma bomba humana, pronta pra explodir a qualquer momento. À 11 meses atràs não era assim, mas não consigo dizer o que era pior, aquele vazio ou esse ódio por tudo e por todos, e principalmente por mim. Tá sendo uma repetição do ano passado, eu já sei o que esperar. Vamos mergulhar na escuridão por mais 3 meses, vamos nos esforçar pra nada, pros outros. Me sinto enjoada constantemente, e não sei se é pelo que vejo ao meu redor ou se é pelo que vejo no espelho.
E não tentem entender, quando a gente conhece de mais perde a graça, quando a gente se aproxima de mais perde a magia.
Eu to tão cansada dessa guerra interna, de pensar, de tentar, de sofrer e de não saber superar. Ando tão cansada de ser fraca. Eu não quero deixar ele ganhar, mas geralmente 80% do meu corpo é escuridão, geralmente 90% do meu corpo é indiferença, geralmente 95% de mim não se importa. Mas prometo que vou tentar me apegar à esses 5%. Deixa a tristeza passar. Como provado antes, eu só preciso de alguém que não saiba de nada disso, só preciso de uma pessoa que me faça bem sem perceber. Só não agora.
Vou viajar no tempo, vou saltar de lugar em lugar, de pessoa em pessoa, vou arrancar pedaços meus e de vocês, eu vou fugir e me esconder, até eu conseguir conter as lágrimas de vergonha. Eu sinto vergonha de mim, e eu não quero que vocês vejam. Não quero que vejam atravéz de mim.
Só quero alguém que diga que eu fico melhor sorrindo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Vida.

(...) Felicidade não é dificil de fingir. Sabe quando acordamos sentindo que não poderiamos estar mais tristes, nos sentindo para baixo? Acontece de vez enquando, não?... Quando começa a acontecer com mais frequência você percebe algo sem saber o que está acontecendo. Os dias só passam. Você se olha no espelho e não consegue ver nada de bom, então fica deprimido. Cada um trata suas depressões ao seu jeito. Sua postura muda. Seu cabelo, as cores, coisas que significavam muito passam a ser só coisas. Você pensa mais na morte do que antes. Esquece coisas importantes. Sente saudades. Se repete, se torna egocêntrico. Se sente encolhido. Chora por nada, absolutamente nada. Você acaba na cama, abraçado no cobertor e acorda com seu cachorro lambendo a sua mão. Você senta na sua cama, olha por quarto e tenta descobrir de onde vem toda aquela bagunça. E um milhão e coisas passam pela sua cabeça, enquanto seu cachorro chora por carinho, te olhando com os olhos arregalados. Até que ele desiste e vai embora. Todos desistem e vão embora. Aí que você percebe que tá morto, e que é o único quem nota. (...)

sábado, 24 de outubro de 2009

Tá tudo certo.

Tudo bem. Tudo certo. Melhor, entende? Mais resolvido, mais claro. E esse é o pior de tudo. Fico reclamando em monólogos internos sobre tudo, tem coisas que não gosto, tem coisas que odeio. Tem muitas coisas que odeio. Mas elas não seriam diferentes se minha vida fosse. Eis o problema: Mesmo se tudo fosse diferente, eu não me sentiria diferente, por mais que eu tente mudar eu sempre me sinto igual, e não consigo sair desse buraco, não me sinto confortável. Eu só quero ir. Por favor me deixem ir sem culpa, sozinha. Nada que vocês fizerem vai melhorar as coisas pra mim. Nada que disserem vai me fazer sentir melhor. Eu sei o que tô fazendo, e não tenho medo. Não mais. E se eu conseguir o que eu quero, pra mim tá tudo certo. Tudo certo.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Fortaleza

Encontrei forças em algo maior, encontrei incentivo e ídolos. Sei o que seguir e admito que essa força é minha fraqueza, e que o que tenho é tudo que posso e provavelmente irei perder. Para me lembrar disso eu tenho as músicas no rádio, as lembranças nas ruas, as cicatrizes na mente. E eu não vou desistir, de me ter como quero e de me ver como quero. E a gente não vai deixar que nos digam que é errado, ou que é burrice, muito menos que não sabemos o que estamos fazendo. Sabemos, e aqueles que nos advertem, não sabem que a nossa intenção é auto-destruição. É um vício, e não nos livramos de vícios assim tão facilmente. Não vejo quem consegue como um traidor, mas como alguém que se curou dessa doença que é o nosso realismo. Não procuro libertação, não procuro amor, nem esperança. Eu só procuro o vácuo das palavras, o breu da insaniedade.
E mil anos vão se passar, e mil pessoas vão se amar, mil viverão e morrerão, e garanto que nenhuma delas terá um motivo como eu tive, um sonho como eu tive, e uma gratidão como eu tive. Nenhuma delas te terá como eu tive.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cristal.

O simples se torna necessário, o necessário se torna vital. Mas a dúvida permanece quando o dia amanhece, deixando nada além de pedaços de cristal, cristal de mim. Com eles vai o brilho dos olhos, com eles vai o sorriso verdadeiro.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Claro.

Quando se quebra e não se concerta, ou nem se tenta, é porque não quer mais. Quando os olhos perdem o foco é porque deu. Chega! Está mais do que claro, mais do que óbvio a troca, a mudança, o intercâmbio.
Então me quebra e depois me deixa, mas me quebra de um jeito que não dê pra colar de volta, de um jeito irreal e animal, me faz desejar mais, me deixa sangrar até que não sobre mais nada a não ser um sopro. O sopro.
E fica claro que solidão não me cai bem, o que me cai bem é o coração quebrado que eu sempre tento concertar, mas ninguém tenta por mim. E me apego a ilusões, me apego ao irreal. Eu simplesmente não desejo partir agora.

Rosto

Cansada do rosto, cansada da pessoa, cansada da falta de presença. Uma agulha pode limpar, uma pinça pode limpar, e o espelho pode matar... Ou simplesmente mover tudo de lugar. A chuva lacra e o tempo cala, as palavras jamais proferidas, nunca mais mencionadas, guardadas onde servem apenas para machucar. Se o céu fecha, me sinto presa. Se o céu abre não sei o que fazer com a liberdade. Não se sabe se ama ou odeia, não se sabe se quer ouvir ou ser ouvida.
E quando se aprende pra que tipo de limpeza serve a agulha, e pra que tipo de limpeza serve a pinça?
Abra o peito, tire o que dói e custure de volta depois. Abra a mente, arranque o rosto e feche depois.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mochila

Tudo o que vemos não é, tudo o que sabemos não é, tudo o que sentimos, o que é? Vejo o olho na boca, o cabelo no rosto, a roupa no chão. Se eu pegar tudo e por na minha mochila, isso acaba agora.
Vejo mão no rosto, pé no chão, ouvido no peito. Coração. Estamos com o olho nele, com a mente nele, queremos ter um em nossas mãos, mas não sabemos o que faríamos até te-lo.
Olho no céu, cabeça no travesseiro, lágrima no olho. Saudade. E a poesia se torna impossivel, e os ouvidos se tornam insaciáveis assim como as mãos se tornam desesperadas.
A luz apaga, a música começa e os movimentos param. Sempre em caixa, sempre em aquário. A alma e o corpo, o desejo e o dever, se separando e se desencontrando, cortando. Lentamente some o brilho do que se torna opaco, e o nítido fica fosco e tosco. E absurdamente lindo.
E entra a mochila de novo. Não é uma mochila, é só aquele símbolo de que eu posso ir embora, de que eu posso agarrar aquilo e partir. Pro lugar onde o lindo é simplesmente lindo, onde beleza não se explica, onde ninguém menciona nome de maquiagem, marca de roupa, pó para rosto.
Mas a questão, não é o lugar, são as pessoas. É você e a sua mochila. É você e o seu lugar.
É o olho no seguinte, a cabeça no que vier, o ouvido no vento. O vento que sopra e com ele vem todos os desejos jogados, todas as palavras proferidas, todas as energias transmitidas.
Olho na boca, cabeça no travesseiro, ouvido no coração.

sábado, 8 de agosto de 2009

Referente à 'Nothing else fit here'

"Me contradisse nessas palavras, me transformei em mais uma de várias, me fiz comum. Quase desisti, penso em desistir todos os dias. Acho que você esqueceu. Eu queria te esquecer. Parei de calcular as coisas que faço. Eu mudei. Muita coisa mudou. O que não muda é que eu sinto saudades, e preciso aprender a lembrar com carinho, e não com saudade. O que não muda, é que ninguém mais se encaixa aqui. Só você.
Mas se não fosse desse jeito, de que jeito seria?
Pensamos que o certo seria um caminho... já imaginou que aquele caminho pode ser certo pra um, e errado pra outro?
Você já quis simplesmente ser abraçado? Só abraçado enquanto dorme, pra sentir companhia, e não ter que ficar pensando em um fantasma?
Essa é a última coisa sincera que escrevo sobre nós, porque talvez aqui eu sele tudo. É necessário, entende? Você tá tão adiante e eu to tão empacada. Então vou cortar essa cordão de espinhos que me liga a você. Essas coisas já estão me cansando, e como já falei, é bom ficar nesse mar de nada um pouco. Tem uma placa bem grande piscando pra mim "BEM VINDA AO MAR DE NADA!". To indo, to indo, eu disse que eu ia e eu vou.
To partindo, tá na minha hora, obrigada por assistir ao meu show, mas as cortinas tão se fechando e o coração também. Quando você quiser eu estarei aqui, quando você chamar eu irei. Mas eu não faço, não falo nem tento mais. Não depende de mim, nunca dependeu.
Obrigada obrigada, pelas rosas e pelos tomates, obrigada!"

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Aparência.

Aparento sempre estar feliz, aparento estar sempre falando besteira, aparento sempre me sentir bem, aparento me divertir a noite inteira, aparento gostar, aparento ser insensível, aparento tudo que é possível. A gente aparenta tanta coisa, sabe?
Nós chegamos tão perto, sabe? Agora certas lembranças são zona proibida pra mim. Agora não me importo mais de ficar aqui, assim. A culpa foi minha e de vocês, a culpa foi de quem não soube o que quis. Nossa culpa, nossos monstros, carregamos eles junto com coisas alegres... Por isso é bom parar de pensar, parar de lembrar, de sentir saudades. É bom simplesmente parar por um tempo, entrar num mar de nada e ficar ali um pouquinho. Mas só um pouquinho, porque se acostumar com a solidão machuca, meu amigo. Mas a culpa é de vocês, é minha, a culpa é totalmente nossa. E ao fim, digo que as vezes o que aparenta nem sempre é... mas acredite, na maioria das vezes, só é. Mesmo assim, a culpa, é sempre nossa.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Vamos.

"Olhe pra mim, vamos partir desse campo de batalha. É uma guerra e eu e você, eu e você podemos fugir.
A Lua, tão linda, me prende o olhar e me faz crer que assim seremos felizes, ela seduz e me faz acreditar... vamos embora?
É, acho que tô partindo... logo eu to partindo."

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ali.

Ali. Tá ali tudo o que ela quer ser, ver, ouvir, sentir, tudo tudo tudo. Ela daria tudo pra saber, como seria a vida sem as escolhas que tomou, sem as ridiculas depressões e discussões, sem que ela tivesse que puxar sua alma pra que ela acompanhasse seu corpo... Era aquela parte ali. Bem ali.