"Me contradisse nessas palavras, me transformei em mais uma de várias, me fiz comum. Quase desisti, penso em desistir todos os dias. Acho que você esqueceu. Eu queria te esquecer. Parei de calcular as coisas que faço. Eu mudei. Muita coisa mudou. O que não muda é que eu sinto saudades, e preciso aprender a lembrar com carinho, e não com saudade. O que não muda, é que ninguém mais se encaixa aqui. Só você.
Mas se não fosse desse jeito, de que jeito seria?
Pensamos que o certo seria um caminho... já imaginou que aquele caminho pode ser certo pra um, e errado pra outro?
Você já quis simplesmente ser abraçado? Só abraçado enquanto dorme, pra sentir companhia, e não ter que ficar pensando em um fantasma?
Essa é a última coisa sincera que escrevo sobre nós, porque talvez aqui eu sele tudo. É necessário, entende? Você tá tão adiante e eu to tão empacada. Então vou cortar essa cordão de espinhos que me liga a você. Essas coisas já estão me cansando, e como já falei, é bom ficar nesse mar de nada um pouco. Tem uma placa bem grande piscando pra mim "BEM VINDA AO MAR DE NADA!". To indo, to indo, eu disse que eu ia e eu vou.
To partindo, tá na minha hora, obrigada por assistir ao meu show, mas as cortinas tão se fechando e o coração também. Quando você quiser eu estarei aqui, quando você chamar eu irei. Mas eu não faço, não falo nem tento mais. Não depende de mim, nunca dependeu.
Obrigada obrigada, pelas rosas e pelos tomates, obrigada!"
sábado, 8 de agosto de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário