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terça-feira, 27 de julho de 2010

Lembrança de mim.




Eu amo lembrar como chegamos onde nos encontramos nesse exato momento.
Tão bom pensar no que passou, no que ficou marcado, e saber que ficou marcado porque tudo mudaria naquele instante.
Tudo mudou naquele instante.
Tanta coisa deu errado, e eu sinto falta de certos fatos, de certos gritos e de certos atos. De certas palavras e sorrisos.
E a música dos seus desejos guia a alma que fica em sua busca incesável pelo impensável, pelo incansável sentimento de grandeza e pela procura de um significado.
Aí, o que eu queria de volta. O fluxo de palavras não medidas, a força da mente solta, a vontade das mãos e da escuridão que aqui reside.
Essa vontade de explodir todos eles, de amarrar todas elas e de abraçar o sorriso.
Aquele sorriso.
E todos os livros, e todos os sussurros, e todas as trilhas.
Extremamente espalhado, intensamente confuso. E o jogo de palavras confunde, e o toque alucina.
Volta o alvo, a cândida lembrança de um, de todos. A alva lembrança de mim.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Difícil

É difícil acordar, e estranho respirar. Amar dói, e ser julgado por quem se ama é pior ainda. Acordar e respirar, numa situação dessas, se tornam coisas insuportáveis. Não se pode mudar quem se é, você não pode se forçar a ser, mesmo que virem as costas pra você.
Não te entendem? Lamento, mas você não pode esperar de mais das pessoas. O ruim, é que mesmo assim elas esperarão mais e mais de você. Parece injusto? Bom, e é. Parece de mais? Talvez seja...
Olhar dói, o cérebro encolhe, as mãos tremem e as pernas não são mais firmes. Cada passo é a possibilidade de cair, mas não se pode segurar os corrimãos, não se pode mostrar. É feio vacilar, é feio bambear, é fraco se mostrar. E acima de tudo, machuca. Machuca se manter forte, machuca fingir, nos destrói esconder. Apesar de ser necessário enquanto estamos acordados.
É difícil o coração bater em dias assim.

domingo, 21 de março de 2010

O que eu sentia e não entendia.



(...) Eu tinha o pensamento de que quando eu amasse de verdade, eu saberia pois a pessoa despertaria em mim o desejo de ficar. Então, depois de me apaixonar algumas vezes eu percebi que estava errada, o que eu pensava que era amor, nunca me fez querer ficar.
Quando eu amar, e for verdadeiro, esse alguém vai acordar em mim aquela sensação de que o mundo vai acabar amanhã e que precisamos correr rápido para o mais longe possível, vai ser o 'alguém' que vai segurar a minha mão e me levar pra todo lugar, aquele que vai ouvir 'vamos' sair da minha boca e vai estar de pé em um pulo. Por que? Porque se esse ser humano existir, ele vai me conhecer como nenhum outro, e vai saber que eu tenho esse impulso de sempre conhecer mais, de querer mais, e vai estar disposto a me acompanhar onde quer que eu vá, e não só por me amar, mas também por sentir o que eu sinto e por eu conhecê-lo exatamente do mesmo modo. (...)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Novo.

Acho que apesar de não fazer sentido, tudo se renova. Depois da meia-noite, é uma nova fase, um novo sentimento. Eu sinto medo, um medo que não faz muito sentido. Medo do futuro, que tem tudo pra ser bom.
Vamos nos juntar, em copos cheios de expectativa brindaremos rumo ao incerto, transitando de 31 de dezembro para 1º de janeiro, esperando sempre que as coisa melhorem.
Meus desejos são de felicidades para todos, felicidade de modos únicos, felicidade de qualquer modo.

Feliz 2010.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Sobre chaves e chaveiros.

Todo dia eu acordo e me lembro de meus sonhos. Muitas vezes eles são horríveis, e me deixam chateada, pois não mostram a realidade, mas sim, meus medos.
Isso me faz pensar nessa sensação que tenho, e quase sempre tive, de possuir o chaveiro mas não as chaves. Sabe como é? Você tem algo, que só é útil quando junto à outro algo. As duas coisas se completam. É como sentir amor, mas não ter quem amar. É ter a possibilidade de praticar o que você sabe, mas não saber nada. É como ser ouvido mas não saber o que falar, ter os motivos mas não saber quais são.
É difícil. Pois essa sensação me arranca os cobertores e a razão todo o dia, e leva tudo ao chão. É tão dificil quanto ser vista mas não ser notada.
E entre garrafas, choros e declarações me deito. O choro enche as garrafas e as declarações me matam.
E quando lentamente a saniedade se aproxima, mais uma garrafa de lágrimas vai ao chão, quebrando em milhares de cacos e lamúrias, me cortando dos pés a cabeça, me fazendo ver que sou apenas de carne e osso, um ser humano comum, com preocupações comuns, com uma vida comum. Mas com um coração dilacerado, perto de mais do cérebro, por ter sido arrancado de meu peito e jogado ao lado do meu corpo sem utilidade.
E mais tarde, com flashes e sorrisos a graciosidade tenta voltar, iluminando o que antes era como um breu, deixando visíveis as falhas que os olhos por si só não enxergam, escancarando a verdade sobre o sentimento. E a verdade é que o amor é procurado pela perfeição, e não por si.
A verdade é que tudo é mentira, e as cicatrizes nada provam, e as palavras nada dizem, e os gestos nada expressam.
Pois eu tenho apenas o chaveiro, mas as chaves...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Só uma teoria.

Eu já amei. Amei de verdade, com todas as minhas forças e com toda a minha sinceridade, era algo que me deixava feliz, era um amor impossivel, e hoje percebo que era. Mas era um amor impossivel que me fazia sentir viva, amada, feliz. E agora eu já não sei mais o significado disso, eu não lembro mais como é me sentir amada, me sentir bem comigo mesma. Eu ando arrasada, pois sei que o que eu senti nunca vai voltar, apesar de aquilo não ter sido um grande amor, foi o meu maior amor. O mais estranho, o mais necessário, o mais bonito. E quando eu percebi que podia ser mais do que era, eu destruí ele. Eu, com toda minha crueldade me destruí e abri novas portas, que me proporcionaram dores que aquele amor nunca me proporcionaria. E já se passaram 2 anos agora. Depois disso, toda chance que eu tive de amar de novo era exposta na minha frente, só que um vidro espesso me separava da possibilidade. Era um vidro impossivel de quebrar, mas quando percebi que aquele vidro não tava mais lá, quando eu tinha o que queria ao meu alcançe, era de mais pra mim, era de mais assumir um compromisso como aquele. Eu não era capaz de segurar um sentimento daquele tamanho dentro de mim. Então eu dei um jeito de fugir e ser odiada, dei um jeito de afastar todos, de me afastar de todos.
Alguém não simplesmente começa a te amar, você FAZ alguém te amar. Assim como você faz alguém desistir de você. Você faz suas chances. Você faz a sua própria depressão. Só uma teoria de nada que leva a nenhuma conclusão.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Fuck it.

Hoje comprei uma escova de dentes super legal, sabe? É, foi o auge do meu dia, porque eu nunca comprei uma escova de dentes com cerdas brancas e azuis nas pontas. Tipo, cara é Deep Clean! 360°! É uma escova de dente do caramba! Mas não é disso que eu queria falar. Eu queria falar sobre esse lance, de se imaginar daqui a 5, 10 anos... Não consigo. Queria realmente conseguir, mas não dá. Não desse jeito, não da maneira que eu tenho levado a vida. É por isso que eu decidi ir embora. Porque não aguenta a vida assim, não vai funcionar se continuar dessa maneira. Eu to brincando de morta, e não é divertido. Quero mudar a brincadeira pra variar. Quero começar já, agora, o quanto antes, quebrar tudo e por em vários sacos de lixo, manter apenas o que considero importante. E sabe, foda-se, eu parei de falar, e to feliz assim, eu parei de criticar e to feliz assim, passei a observar e aprendi assim. Já acho que é possivel tomar minhas próprias decisões, e ficar sentada só observando é uma bosta, uma grande bosta, e ninguém vai fazer o que eu faria, o que eu fiz, o que eu vou fazer. É um 'bang', certo? Você pensa, você age. Você só pensa, ninguém age por você. É um mundo realmente ferrado, e você acaba ficando ferrado também se ficar insistindo no que vê que te trás pra baixo. Não to dizendo que vou melhorar minha vida, não to dizendo que vou melhorar a vida dos outros. Eu só vou agir. Fazer. E só porque eu posso. E quando eu descobrir o que eu quero, eu vou fazer porque vai ser pelo que quero. E eu queria que todos lessem isso, eu queria que vocês vissem, entendessem que com o tempo parece que cansamos das pessoas, das músicas, parece que precisamos dizer adeus. Eu acho que não, a gente só tem que tentar ver de uma maneira diferente. Outro ângulo. E se a gente não tentar, a gente perde tudo que a gente conquistou, e eu já perdi várias vezes várias coisas que eu conquistei, e assim aprendi a baixar a cabeça pra variar, e tentei manter o que me restava. No momento eu não tenho nada, daqui a 5 anos, acho que não vou ter nada também. Tudo o que eu tenho tá na minha cabeça, no meu corpo, em mim, e eu decidi que vou fazer o que eu quiser com isso.
E eu decido não ficar essa noite.

domingo, 23 de agosto de 2009

Diferença

Gostaria de repetir aqui, tudo o que ela me disse. Apesar das repetições, das palavras erradas e da falta de sentido, eu gostaria muito de ter tudo o que ela me disse gravado. Foi tanto, pesou tanto, tocou tanto. Me arrancou tudo, me deixou totalmente sem defesas! Ela acabou comigo sem saber, ela soube me ler e soube o que falar. Quando a gente fala coisas porque estamos bêbados, por mais que digamos que não lembramos, e por mais que realmente não se lembre, apenas falamos porque pensamos naquilo por mais tempo do que deveríamos.
" -Tudo vai ser diferente agora, não quero mais coisas pequenas! Eu aprendi muito contigo, coisas que eu nem dava bola... tu é muito especial, e eu não to falando isso por causa da bebida, e sim porque eu fiquei horas pensando nisso, horas... Me perdoa? Por mim?"
Então me encontrei desarmada, destroçada, acabada no chão, vi quem era o real culpado, vi quem merecia aquele meu sentimento de mágoa.
" -Eu te quero aqui, Marina. Só tu pode me ajudar, e tu sabe como. Pra eu ser feliz com teu pai, com a tua mãe, volta. Vem pra cá. É a tua casa..."
Todas as suas declarações, tudo o que você disse me deixou tão indefesa, como podem duas pessoas tão diferentes como nós, nos entendermos desse modo, quando pessoas parecidas comigo, ou parecidas com você não entendem? Como você conseguiu, finalmente admitir um erro? Como eu não consegui entender a dificuldade pela qual você passava? Não precisa perguntar se te perdoô, quem tem que perguntar isso sou eu, você me perdoa? Gostei tanto de me ver pelos teus olhos, aqueles mesmos que me olharam com lágrimas pedindo perdão, pedindo algo, pedindo tudo.
Sim, amadureci rápido de mais por questões que não convém mencionar, sim pareço ser forte ás vezes, e com certeza to pronta pro que vier. Eu só queria que você não fosse a única que me vê assim, mas por ser, obrigada. Obrigada mesmo, por se mostrar alguém que quer melhorar mesmo depois de tanto tempo. Obrigada por me fazer ter esperança. Você tá fazendo a diferença na minha vida.
E agora eu tanto quero, e agora, eu tanto sinto.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Bloqueio.

Tem algo... me impedindo. Me impedindo de me sentir feliz de verdade. Eu não sei dizer o que é, se soubesse eu com certeza acabaria com isso, não é algo que você gosta de manter, não é mesmo? Mas eu não sei, de verdade. Quando eu sorrio de verdade, vejo algo que me faz muito feliz, que me faz esquecer os problemas bobos de uma adolecente, sinto um balde de gel gelado escorrendo pelos meus órgãos. Não chega a ser água, é mais viscoso... sabe? Não é rápido como a água, é lento, passa bem devagar pelo meu corpo a sensação de que eu não tenho autorização de sorrir, nem de ser feliz, nem de esquecer.
Apesar de ouvir brigas e choros constantes, apesar de pessoas pra quem eu nunca fiz mal algum insistirem em botarem outros que eu amo muito contra mim, apesar de eu seguir sem motivação alguns dias, de eu ser uma idiota sem razão alguma, de pensar que logo eu to indo ver minha vó... confesso, que tem alguns dias que eu ainda tenho esperança. Meus motivos pra não jogar tudo pra cima são tantos, e eu nunca admitiria isso em voz alta. (...)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Mão.

Uma mãozinha, ás vezes a gente precisa de uma né não?
Pra perceber meu real estado de espírito, eu tive que sobreviver o dia de hoje. Percebi que queria rir e me divertir, vi que eu queria... eu queria. Mas não deu. Algo simplesmente me barrou, me prendeu ali atrás, enquanto todos riam e se divertiam lá na frente. E eu não tava pensando em absolutamente nada. Nada. Ali eu vi, o quão chata eu sou, o quão chata eu tô. Como eu envelheci nos últimos meses... como eu perdi algumas coisas, fui largando e esqueci onde.
E agora, meu amigo, o que você me diz? Esse mundo já é ruim, e nós insistimos em fazer ele ainda pior! E apesar de tudo, no final, só precisamos de uma mãozinha. Mas não acho que seja possivel alguém estender a mão sem perceber que tem algo errado. Mas se alguém te estende a mão sem saber as dificuldades, as coisinhas chatinhas que você anda passando, você deve aceitar, sem ser seletivo. Estou certa?
Aiai, tanto pra se pensar, pra se resolver...
Agora, imagino que você me conhece mais do que as pessoas que passam horas comigo. Até mais do que minha mãe. Você tá me lendo aqui, sou eu em palavras. O que é horrivel, pois uma amiga me disse que ela se deparou com tristeza ao ler as coisas aqui...
Não sei o que dizer mais, só sei que preciso seguir esse ciclo... me lembro de quando correr me fazia bem.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sol.

Olhem em volta, e vejam que absurdos somos obrigados á ver, ouvir, e que realidade é a nossa, é para isso que lutamos? É para isso que vivemos? Eu vivo porque quero mudar tudo, o jovem tem essa mania de querer mudar o mundo, e nós queremos, mas a sociedade que não sofre cala e fecha os olhos, é como se todos olhassem em direção ao sol. O que nós temos nas nossas mãos, o que vamos fazer com o que temos nelas? Abram os olhos, abram as mentes, alguém precisa de vocês, alguém clama por ajuda enquanto você olha pro sol, e quando você desvia o olhar dele, está tão cego que não sabe pra onde ir, porque todos seus sentidos ficam confusos, e nem a sua audição, seu tato, seu olfato, e muito menos seu paladar vão poder te ajudar. Não se cegue, não deixe de assumir seu papel, não deixe que outros caiam quando você pode evitar isso, e se você nao pode evitar, pelo menos os ajude a levantar.

sábado, 6 de setembro de 2008

Puxe o gatilho.

Procurar ao seu redor o que nunca está nem estará lá, faz você ficar triste. Tentar ser alguém que você acha que pode, ou que você preferia ser, te deixa triste, porque você nunca será essa pessoa, nunca sentirá o mesmo que ela. Pensar sobre o que aconteceu te puxa para baixo, pensar sobre o que acontece te põe na escuridão? Você só está tendo os pensamentos errados,só está pensando o que não deveria. Seus olhos não veêm mais nada a não ser aquela única pessoa que põe um sorriso no seu rosto? Seus sonhos te deixam confuso? Você não se acha o suficiente para estar no exato lugar que você está? Se você não fosse, nao estaria em tal lugar, talvez nada seja por acaso, ou talvez completamente tudo seja por acaso.
Seu coração bate por alguém, e o coração desse alguém bate em outro ritmo, diferente do seu, então você tenta se segurar á qualquer coisa, por ver o ritmo do coração de quem você ama, bater por alguém que não pode corresponder à ele.
Você quer gritar? Quer trair os seus sentimentos secretos e falar a verdade? Quer chorar? Cantar? O que você quer fazer, e o que te impede de fazê-lo? Você não precisa deixar tudo em uma gaiola com barras gigantes, não precisa impedir nada de sair, não precisa pensar no que acontece depois. Porque o que acontece depois, nem sempre depende de você, você fez o que podia, você fez o que queria. Mas como você vai saber?! Puxe o gatilho, veja o que acontece depois. Feche os olhos se você quiser, mas fique ciente de que quando você abri-los, eles vão continuar vendo as mesmas coisas. Se concentre nas coisas que não te deixam triste, que te fazem sorrir. Você não consegue?
...
Nem eu.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

10 motivos para não sorrir.

Eu não ando sorrindo mais, porque não vejo mais cores nas flores,
Porque as coisas estão em preto e branco, e tons de cinza,
E os amores,
Não são mais os mesmos que costumavam ser;
Porque eu não consigo mais segurar as lágrimas quando acordo,
Quando encaro todo mundo,
Quando não vejo você lá,
Porque quando eu preciso de um abraço, eu não tenho o seu,
Porque quando eu grito ninguém ouve,
Pois eu grito com o coração,
Com o olhar,
E porque meus sonhos estavam em uma redoma de vidro,
Que começou a rachar;
E acima de tudo, porque dentro de mim, eu perdi o pouco que eu tinha de você, de mim mesma, de tudo que eu precisava pra respirar, pra não chorar de tristesa e sim de alegria,
Pra acreditar que você vai voltar...
Para a redoma de vidro, nunca se rachar.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Cavalos.

"Sentou-se, estava feliz por comprar o que queria, mas o problema era conseguir botar aquilo. Olhou pra frente e depois pra rua. Lá estava uma mulher mais velha, de cor, conversando com um homem que trabalhava em uma obra. Aparentemente eles eram amigos, e enquanto eles conversavam o filho da mulher pegava pedaços de papelão da obra e os organizava na carroça deles. O homem que estava na obra gritou que 'esse eu nao conhecia' e riu alto. Mas não era isso que chamava a sua atenção, que começou a irritá-la. Ela viu como estava o cavalo que puxava a carroça. Doentio. Era isso que pensava daquele tipo de coisa. Em algumas religiões cavalos são sagrados, mas a sua visão mostrava um cavalo sendo escravizado. Ele estava com o pelo mal cuidado, com a aparência horrivel, e carregava todo dia 3 ou 4 pessoas pela cidade, e ainda por cima alguns quilos de papelão. Ela pensava porque um cavalo deveria carregar aquilo? Ele simplesmente não tinha escolha, os homens fazem o que querem com quem quer que seja mais fraco que eles. Abusam da ilusão do seu poder, da ilusão de que são donos do mundo. Enquanto ficava irritada e observava a cena em camera lenta dos meninos jogando papelão na carroça e o cavalo piscando a cada papelão que caía bruscamente puxando seu corpo mais pra baixo, ela viu um homem passando com uma carroça cheia de papelão e riu. Ele mesmo estava puxando a sua carroça."

domingo, 6 de julho de 2008

Espelho.

o que você vê quando se olha no espelho?
você nao se intriga, pra saber se o mundo que o espelho reflete é melhor do que o em que você está? o espelho é uma das coisas que mais nos atrae, ele nos mostra o nosso reflexo. mas é apenas por fora. tem gente que nao consegue ficar menos que 10 minutos se olhando no espelho, mas pode ser por motivos diferentes, tanto pra ver o quão bonitas sao, pra se apreciar, quanto pra tentar ver o que realmente é. eu me olho no espelho muito, pra tentar encontrar lá nem que seja uma pontinha de quem eu realmente sou, mas mais do que tudo eu tento desesperadamente achar algo bonito em mim, algo que me prenda ao mundo dos outros, que me faça ser acieta fácilmente. Porque? Essa é a natureza do ser humano? Procurar a perfeição para agradar os outros? Padrões de beleza são inúteis, eles mudam o tempo todo, a moda é inútil, ela oscila o tempo todo. O que realmente queremos, quem queremos impressionar, será que tudo isso é por amor mesmo? amor a quem? á nós mesmos ou aos outros? ou é medo de nao ser aceito? O QUE REALMENTE QUEREMOS?! Nao me excluo desse grupo, nao sou melhor nem pior que NINGUEM aqui, mas acho que devíamos rever nossos valores e olhar em volta, parar de nos admirarmos no espelho, e de tentar saber como é o mundo do reflexo, que parece melhor que o nosso na maioria das vezes. o mundo do reflexo é aquele que nao tem sentimentos, nao tem sentidos, é uma cópia da aparencia, do sorriso, mas nao do que a gente sente quando sorri, ou o que a gente pensa. o reflexo é a mentira, é como os outros nos veem, eles veem apenas o que aparenta, nao o que realmente é. Voces querem viver pra sempre como reflexos? Querem ser vistos sempre como reflexos?