
Na maior parte do tempo, me esqueço de respirar. Me esqueço de ouvir. Me esqueço de falar.
A maioria das pessoas me abraça forte de mais. Algumas abraçam meio fraco. Outras nem sequer tocam em mim.
Em geral, quando choro, não entendo o porquê. Algumas vezes é por você. Nunca é por outra pessoa.
Se eu partisse seria melhor? Se eu ficasse seria mais fácil? Se eu fingisse ia doer muito?
Não enxergo mais. Tudo o que eu sabia se foi. Tudo o que dizem são só palavras. Onde te provo, o quanto sinto? Sinto muito. E sinto aqui.
Não me acho merecedora da tua palavra, não me acho digna do teu consolo. Recorro aos piores lugares, aos piores vícios, aos demônios mais assusstadores.
Não preciso mais de uma, preciso da outra. Não quero mais de um, quero só um.
Meus olhos encontram os teus, minhas mãos as tuas. Meu choro me entrega, meu coração se rende à ti e a ninguém mais. E o que se sabe agora, ainda é nada.
E me resta a minha insegurança e o meu querer estar contigo. Me resta a minha doença e a minha insatisfação, e ambas somem com você por perto.
Teu sorriso manda tudo embora, e então me sinto bem.
E tenho medo. Ele também.
Não tenho controle agora, mas ele deveria ter.
Ela me controla. Ela me mata.
Eu não sei. Eu te amo. E fico.
E então todos os pensamentos colidem, e nada faz sentido. E é tudo invenção, e é quase tudo mentira, enquanto todos decidem ficar longe.
Ninguém entende, e eu me viro sozinha de novo.
E quem disse que não mereci?
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