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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ela.


De novo, lá vem ela com tudo, inconstante, destruindo o que tem de bom em mim, o que eu levei tempo pra expulsar. E o nojo e a repulsa que sinto, não podem ser substituídos, a vontade de chorar e as unhas voltam para carne, e a pele cai em volta, morta.
Por onde passam as lagrimas, a vida some, a vontade sucumbiu à dor, e é tarde para um recomeço. Por favor, me deixem em paz, por favor eu quero mais.
Essa sensação é tão intensa, a liberdade é tão boa, a vontade que isso me dá de voar, flutuar pra longe, longe de vocês e de mim. A vontade de parar, parar o tempo e rir de tudo o que vejo.
Ela me abraça e me aperta, me deixando sem ar, me botando em uma posição que me faz querer gritar, gritar de dor, gritar de vergonha.
Enquanto minha garganta sangra e meu corpo se contorce, eu canto o que ela sussurra para mim, e meus olhos perdem o foco, e enfim dou risada, risada de toda essa loucura, de toda imagem, de todo o som.
A risada é a entrada para o choro. As mãos são as que indicam fraqueza. E a sensação só me faz cair cada vez mais.
E agora é definitivo, agora é sem volta. Agora é de verdade.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A hipocrisia nos olhos da falsa sabedoria.

Não passa disso quando tu te vês no espelho de meus olhos, que levam ao que penso. Tu não passas disso para mim, um orgulho que virou desprezo. Uma carga que serviu apenas de peso morto, arrastada por anos, e agora que ela finalmente é grande o suficiente para ser usada, não pareces usá-la com sabedoria, parece que nem a percebestes lá, e não serei eu quem mostrarei em que momento do seu fatídico dia perdestes tua moral. Para mim é nojento o jeito que te vejo, é algo que não queria que fosse como é. Tuas ações e palavras sem justificativa, só mostram o quanto tu perdestes o controle das coisas e o quão desesperado estás para ter algo em mãos novamente. Tenho tanta certeza dessa minha verdade que sou disposta a por o que quiseres nessa mesa de jogos que transformastes nossa relação. E dentro desse barraco que vives, do teu mundo, onde ninguém viveu tanto quanto tu, onde ninguém sabe tanto quando sabes, onde tanto amor e tanto horror abalam os pilares da frágil construção de algo sincero, irás ficar. Condenado estás. Sorria para o teu lar, o circo. Porque realmente, não passas de um palhaço para mim.
E podes bradar aos quatro ventos que o que eu quiser tu me darás, mas te digo que só quero justiça, que quero que use a sabedoria que adquiriu de tantos anos de maneira correta e menos equivocada, quero que sejas menos normal, quero que te esqueças um momento, que pares de falar o que não queres ou o que preferes, o que não farias ou o que achas. Achar não é saber. Julgar não é amar. Porque julgar é como definir, julgando limita-se. No momento que julga outro, outro tem o direito de te julgar. Te julgo agora, como uma pessoa que defende interesses, e estás batendo de frente com quem defende o que ama. Podes te surpreender com o que vier a seguir.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Denegrida.

"Estou no carro. Eu e ela estamos. É Eduarda quem revira os olhos quando o ouve falar algo óbvio de mais. Eu a repreendo, só então ela percebe que tudo o que ela faz, ele consegue ver pelo retrovisor. Não fazemos absolutamente mais nada.
Descemos do carro em silêncio, mas então a discussão começa.
- Ele sempre teve boas intenções, nunca nos quis mal, você não precisa tratar ele dessa maneira.
- Sempre o tratei assim.
- Será que poderia parar então? Falar algo bom pra ele só pra variar?
- O que tem com você einh? Nunca reclamou, até concordava comigo a pouco tempo atrás.
Apresso o passo, fecho os olhos e respiro fundo.
- Que foi, não vai me responder?
- Eu percebi uma coisa...
Paro bruscamente. E ela também.
- Eu amo ele. Apesar de tudo, eu o amo. Você não. Isso me aborrece mais do que deveria.
- Eu o odeio.
- Eu sei.
- Tá cada vez mais visível a linha que nos separa, você percebeu isso?
- Uhum.
Passamos o resto do dia sem nos falarmos, cada uma imersa em seus próprios pensamentos. Mas quando chego em casa, sento na mesa da cozinha e o observo entrar com um largo sorriso no rosto, depois de um longo dia de trabalho. Me dá vontade de chorar. Percebo que divido o sentimento de ódio com Eduarda, assim como ela percebe que divide o sentimento de amor por ele, comigo. Nos dá uma tremenda vontade de chorar. Saio da mesa e a deixo sentada lá, em choque por perceber como confundimos as coisas na maioria das vezes.
Entro no meu quarto e sinto a escuridão se apossar dele quando Eduarda entra comigo. Nos encaramos e por um momento penso em matá-la. Mas sei que não vivo sem ela.
- Separadas não existimos, você sabe disso não?
- Sei. Precisamos uma da outra. Em nome do equilibrio, certo?
- Certo. Desculpa te deixar triste a maioria do tempo. Te impeço de mostrar o que você realmente sente. Desculpa.
- Tudo bem.
Sorrio para ela e deito na cama.
- Boa noite.
A luz se apaga."

sábado, 31 de outubro de 2009

E te falo com quem converso quando estou sozinha.

Às vezes agradeço por não ser tão impulsiva quanto Eduarda. Ela me aborrece e pensa coisas horríveis para dizer e fazer. Tem vezes que parece que ela não se importa com os sentimentos dos outros, é como se ela lançasse uma bomba e saísse caminhando tranquilamente, sem senso de culpa, sem pensar em quem saiu ferido. Mas o pior de tudo é que na maioria dessas situações, Eduarda não mente, o pensamento dela está correto, ela me faz entender o conceito de "verdade dolorosa".
Sempre brigamos, pois nossos valores são diferentes, mas acabamos por nos completar, porque muitas vezes ela preenche o vazio de meus pensamentos, ela já indicou saídas para meus porblemas as quais eu nunca encontraria sozinha. A Eduarda não aparenta ter sentimentos profundos, é como se para ela as coisas simplesmente acontecessem. Eu sou tão diferente dela. Ela é tão radical, eu sou tão pateta. Ela consegue coisas que ela nem ao menos quer, ao contrário de mim, que perco o que quero antes de o ter. Por isso que preciso dela, por isso que quase não nos separamos. A minha insegurança precisa da confiança dela, minha covardia precisa de sua coragem, minha falta de graça precisa do brilho dela, meu negativismo necessita do positivismo dela. A impulsividade dela precisa dos meus freios, a insensibilidade aparente dela precisa do meu sentimentalismo escancarado, as mentiras dela precisam da minha repreensão, a loucura dela precisa da minha.
A única coisa, acredito eu, que nós duas temos em comum é que não sabemos falar o que sentimos de verdade, várias vezes libertamos pessoas pois achávamos que elas mereciam mais que aquilo. A Eduarda se ama, ela é cheia de si, ela é confiante, mas ainda temos esse ponto no qual nos encontramos, o nosso meio termo. Somos extremos, que se encontram.
A Eduarda é só aparência.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

27/10/2009

E eles voam para longe, onde não é possivel alcançá-los. Pensamentos somem, idéias surgem, a revolta cresce. A revolta de um coração perdido, de uma infância roubada, de um amor derrubado.
Mas o que se sabe do amor, a não ser que ele pode construir ou demolir? O que se sabe? Não defina amor, não defina alguém, não defina seu ponto de vista. Definir é limitar, e alguns nasceram para serem livres. A idéia de pensamentos sempre soltos, é a possibilidade de mudar quando não me agrado de mim.
A paixão pelas palavras está embaixo da minha pele, está em mim, nas minhas mãos. Papel e caneta passaram a ser essenciais para mim, aprende-se a calar a boca, porém as mãos se tornaram inquietas, junto com as pernas.
Acontece pois a alma procura saída, ser prisioneira não agrada. Prender é matar. Amar é morrer.
Quando um toque basta, quando um beijo sacia, quando você sabe o que o frio na barriga, conhece a sensação de ter o estômago revirado por medo, quando se tem medo ao mesmo tempo que se quer descobrir. Esse é o meu amor.
Meu amor não aparece, é tímido. É triste, pois não o sinto. Sinto falta de ver alguém sorrir e sentir felicidade por essa pessoa. Dá saudades.
E milhares de coisas passam pela sua cabeça durante o dia, e durante a noite as principais idéias permanecem ali. Intactas. Mas hoje, só consigo expressar de maneira confusa o que flutuou em minha frente quando fechei os olhos. E a triste realidade quando os abri.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Poeira.

Estamos girando. Mas no sentido contrário, estamos voltando no tempo. E de algum modo isso nos faz viver mais depressa. Começamos no final, terminamos no mesmo lugar. Talvez essa vida não tenha sentido, podemos ser um monte de poeira cósmica, assumimos um formato e muitas vezes não o queremos.
Nossos ossos, alvos. Me reduzo a poeira para melhor transitar, ao vento flutuo junto com frases prontas, com risadas verdadeiras e gritos de dor. Eu viajo na velocidade do desejo, que depende do ser humano. E só com um desejo eu me transfomo, os osssos viram poeira, a poeira vira o sonho, o sonho se torna intocável. Para sempre vento e desejo, sempre me movendo e movendo o mundo. Por entre dedos escapo e dou risada, mas quando minha necessidade e desejo surgem, não são meus. Quando meu querer aparece, ele passa a não me pertencer, pois escolhi abdicar disso para ser do mundo.
Mas com um desejo, um querer, passo a ser sua.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Noite.

Eis um atestado de um fraco, eis aqui palavras de um morto. Aqui estamos mostrando as mentiras e as verdades, e as verdades por trás das mentiras, e as mentiras escondidas nas verdades. Aqui está o testemunho de quem não mais deseja viver, de quem não mais vê além de mentiras. A noite consome o dia, e ela vem linda, pena temos que ter dos que não apreciam sua real beleza, sua real magia. Mas ainda digo, aqui está o testemunho de quem já não deseja mais nada, de quem apenas deseja silêncio, vontade, de quem deseja querer. Quero querer. A noite vem sempre úmida, com água do mar que banha minha cama, meu quarto, minha cabeça. Sinto a alma inundada, sinto o sangue querendo sair. Sinto tanto novamente, ao mesmo tempo que nada consigo sentir. E a solidão da noite, essa sim me entende. E meus filmes, meus livros e minhas músicas. Todos me entendem. Minha vontade não vai me procurar, minha vontade não vem me buscar.

domingo, 26 de julho de 2009

Nojo

"Ela estava de volta, ria alto, falava alto, cantava, gritava, pulava, sorria... mas com uma tremenda vontade de sair correndo e chorar. Não entendia o que estava vendo e ouvindo, não queria entender. Mas a escuridão se apossou dela, tiraram o sorriso dela, então com um abraço e um ato estúpido, ela o pegou de volta, para disfarçar os pedaços que haviam caído. Não queria disfarçar, só queria ir embora, pra bem longe daquilo ali, não estava na hora ainda, e ela estava estúpida, sabia que algo de errado ia dar, sempre dá...
Deu uma opinião, ficou com vontade de chorar, viu que podia ter morrido. Mas deu um sorriso verdadeiro antes de... Antes de...
Triste, fez sua alma rastejar atrás de seu corpo até sua caverna, olhou aquilo e bagunçou tudo, jogou as coisas no chão, e por mais incrível que pareça fez tudo silenciosamente, só na sua cabeça. Caiu num poço fundo, seu estômago arrancado, nas mãos do passado que o revirava constantemente. Em um ato de pura estúpidez, então uma série de palavras estúpidas se sucedeu.
Sonhou de novo, com coisas que não queria lembrar, então quando acordou esqueceu tudo o que havia sonhado. Não lembrava. Mas não se moveu, queria ficar na cama, criar raízes lá. Novamente suas lembranças estavam esparramadas pelo quarto, assim como suas roupas, sua máscara. Apertou os dentes, botou as mãos no rosto, queria conforto mas não sabia onde achar. Queria chorar... chamava as lágrimas, porém elas não vinham. Estava desanimada, preocupada, se odiando, não suportava a idéia de ver a própria imagem novamente, queria morrer.
Não tinha nada como o olhar dele pra acabar com ela. E com risadas ela disfarça por quanto tempo der, e a dor faz parte dela de novo. E tudo lembra o passado, tudo a puxa de volta, quando ela tenta ele volta. Não estava pronta ainda.
Tinha nojo de si mesma por tudo. Se sentia suja. A pior sensação do mundo de novo. Suas lembranças, território perigoso. Ela se tortura, ela acha que merece."

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ah não...

Hoje sonhei com você. Foi tão irreal, no sonho eu tive tudo o que eu não tenho fazem meses... Já sonhei com você antes, e os sonhos eram semelhantes a esse último, nos outros voce fazia uma brincadeira, fingia que bão gostava de mim pra depois me abraçar e dizer que gostava sim. Tive esse tipo de sonho quatro vezes, até você falar que gostava de mim... Pensei de que algum modo meus sonhos estavam me avisando de algo.
Esse último sonho não foi muito diferente. Eu estava sentada, você me puxou pelas costas pra eu me levantar, e me deu um beijo. Diferentemente dos outros sonhos, eu te afastei e falei 'não', mas quando te olhei... eu só disse 'que bobagem, claro que sim', e te puxei de volta, mas dessa vez foi você quem me afastou, e sussurrou no meu ouvido...
'É só pra você não esquecer que...', só seus lábios se moveram. E você disse sorrindo, e bem devagar 'Eu te amo'. Eu sei que você não me ama, mas acho que esse sonho quer dizer algo, sabe? Ou... Ah não.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Amor Incondicional.

Amor incondicional. Eu acho que estive alimentando todos os sentimentos errados em relação á ela. Pra mim, é aquela verdadeira relação de amor e ódio. Mas eu acho que o ódio já dominou por tempo demais. Eu fiquei na platéia mais tempo do que desejava, mais tempo do que qualquer um jamais desejara ficar. Cansei de só assistir ela desfalecer de pouco em pouco. Sempre imaginei coisas diferentes, sempre quis que ela levasse uma vida mais alegre, que ela saísse e fizesse janta com as amigas. Acho que pela primeira vez em anos eu penso nela somente como minha mãe. Quantas vezes não me odiei por ser injusta, já me arrependi por palavras mencionadas á ela no instante que estas saíram da minha boca. Fui injusta sabendo disso, e querendo soar assim. O que mais me dói no mundo, mãe, é tirar um pedaço teu sabendo que o fiz. Tu desistiu de tanto por mim, lutou tanto e deu o teu melhor. És meu anjo da vida e da morte. Simplesmente pra sempre. Te olhei de um ângulo errado, um ângulo do qual apenas aqueles que não te conhecem como eu, deveriam ver. Ninguém te conhece como eu. E aquele trecho daquele livro diz tudo. Eu quero que você seja 'não triste'. Sem mim seria difícil pra ti viver, sem ti pra mim seria quase impossível. Muita coisa não faria sentido. Te tratei como uma estranha por tanto tempo, e eu sei que você também pensa assim. Mas eu te amo. Não quero que você caia ou desfaleça, seria o mais doloroso para mim. Obrigada por aguentar, se manter de pé por tanto tempo. Eu já fui boa em demonstrar sentimentos, lembra? Acho que você já foi também, mas sei que ambas perdemos o jeito. Você bloqueou lembranças que deverias ser relembradas não com saudades, mas sim com orgulho. Você tem lembranças lindas. Nem tudo é um modo de comparação mãe, nem todos são tão simples, e eu sei que você sabe disso, mas eventualmente parece esquecer. O que sei do teu passado é baseado em memórias de oturas pessoas. Mas teu presente eu conheço muito bem, e te peço pra não ter medo. Você parece muito forte pra muita gente, mas mesmo assim eu tenho medo que você seja frágil pra aguentar algumas coisas. Muitas vezes não falo por medo. As vezes me assusto com você, e com razão. Me desculpa Marinês, por não te abraçar enquanto tu chora, é que tu se recompõe muito rápido, e o que na verdade é "erguer-se e seguir", as vezes parece "não gosto muito de abraços quando to triste". De tempos em tempos é bom aproveitar um dia pra se sentir triste. Eu tenho uma teoria de que por mais que as coisas tenham um ciclo de acontecimentos, nós prestamos mais atenção nas coisas ruins, e elas parecem durar mais tempo, pois as horas parecem passsar mais devagar. Mas depois sempre tem um pouco mais de alegria. E o tempo passa tão rápido... Mãe eu to sendo sincera, mesmo que eu ache que tu não vá ler isso algum dia, a não ser que veja meu tumblr ou ache o papel onde eu escrevi o texto original. É o pouco que eu precisava dizer, e que tu precisava saber (haha, ironico, não?). Sei que soa sentimentalista de mais pra ti, mas lamento se puxei ao meu pai nesse fator. O fato é que eu tô aqui e pretendo continuar, mesmo não tendo coragem de te falar isso cara a cara. Só abro meu coração á ti.

Nothing else fit here.

Odeio chavões. Principalmente porque a maioria deles são verdadeiros. O problema é que eu consigo conversar com qualquer pessoa sem medo de soar ridícula, eu falo qualquer coisa, mas com você é diferente. Eu nunca sei como agir. Com você minhas palavras são calculadas, na maioria das vezes cautelosas, eu evito falar o que eu deveria falar, porque quando estamos juntos, esqueço as coisas que me machucam quando estamos separados. Eu não quero soar estúpida perto de você, não quero aparentar tristeza jamais, mesmo que você não seja o único que deixa meu peito vazio de vez em quando.
Não quero te afastar. Não te quero longe. Eu sinto tua falta, e dói um pouco, me dá um desconforto. A única saída que vejo é esquecer, deixar pra lá, o pior de tudo é que você sabe que eu não vou fazer isso. Te prometi, prometi a mim mesma que eu nunca desistiria. O problema é que quando saímos da indiferença é difíci voltar á ela. A indiferença era tão vazia, tão entediante.
Mas te manter longe da minha cabeça funcionou por um tempo, apesar de você estar nela inconscientemente. Meus sonhos são o teu lar, e você fica cada vez mais distante dentro deles. Seria mais fácil sozinha, mas eu não consigo querer te deixar. Mesmo sabendo que você vai me deixar logo. Tem uma dúzia de razões pelas quais eu deveria partir. Guardei muitas palavras no fundo da minha boca, mas alguma hora elas tem que sair.
Você é importante pra mim e acho que nada realmente vai fazer esse sentimento mudar. Meu carinho por você é de mais. Demaisiado pra eu ficar guardando por muito tempo. Eu não precisava falar essas coisas diretamente para você, só precisava falar pra alguém.
Acabo chegando á conclusão de que você esqueceu de quem eu sou, de como eu sou. Eu não mudei. To com medo que você me confunda com 'só mais uma garota'. Eu não sou só mais uma garota.
Eu já abri mão do meu orgulho, assim como você engoliu o seu algumas vezes, mas sinto que se eu engolir ele mais uma vez, você vai acabar achando que não é mais necessário abrir mão do seu. Só preciso uma coisa, sinceridade. Mas mesmo se você mentisse pra mim eu não conseguiria ficar brava por muito tempo. Aprendi a perdoar as pessoas rápido, porque tem gente que faz muita coisa valer a pena, e alguns precisam de uma terceira ou quarta chance.
Isso tudo não é uma questão de estar na sua mão, é uma questão de achar que você vale a pena. Já te disseram isso? Você vale a pena.
Mas te peço pra não acabar deixando tudo cair no equecimento. Eu costumo ser difícil de lembrar pra alguns.
Eu não confio em mim perto de você. Eu vacilo.
O que mais me incomoda é aquele seu olhar, aquele único olhar que me faz querer sair correndo, aquele no qual você evita o meu olhar. Eu percebo direitinho, fico olhando pra você por mais tempo do que você imagina, tentando te decifrar, apenas isso. Eu queria saber se você evita o meu olhar pelo que eu penso que evita.
A questão é que alguém tem que dar o primeiro passo, e eu tenho muito medo pra fazer qualquer coisa. Acho que tá aqui o primeiro relato totalmente sincero que faço sobre nós, tão sincero quanto nossos beijos e nossas confissões.
Diz que fica. Diz que tem uma certeza sobre a gente, ou sobre qualquer outra coisa. Aqui estão as minhas certezas, meus medos, meus pensamentos em relação nós dois. Ninguém mais se encaixa aqui. E isso tudo não tem nome, nada define o que aqui eu tenho declarado, a não ser sete letras e um acento: eu e você.