segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Guerra

Sempre brava. Sempre irritada. E eu não sei porque. É como uma bomba humana, pronta pra explodir a qualquer momento. À 11 meses atràs não era assim, mas não consigo dizer o que era pior, aquele vazio ou esse ódio por tudo e por todos, e principalmente por mim. Tá sendo uma repetição do ano passado, eu já sei o que esperar. Vamos mergulhar na escuridão por mais 3 meses, vamos nos esforçar pra nada, pros outros. Me sinto enjoada constantemente, e não sei se é pelo que vejo ao meu redor ou se é pelo que vejo no espelho.
E não tentem entender, quando a gente conhece de mais perde a graça, quando a gente se aproxima de mais perde a magia.
Eu to tão cansada dessa guerra interna, de pensar, de tentar, de sofrer e de não saber superar. Ando tão cansada de ser fraca. Eu não quero deixar ele ganhar, mas geralmente 80% do meu corpo é escuridão, geralmente 90% do meu corpo é indiferença, geralmente 95% de mim não se importa. Mas prometo que vou tentar me apegar à esses 5%. Deixa a tristeza passar. Como provado antes, eu só preciso de alguém que não saiba de nada disso, só preciso de uma pessoa que me faça bem sem perceber. Só não agora.
Vou viajar no tempo, vou saltar de lugar em lugar, de pessoa em pessoa, vou arrancar pedaços meus e de vocês, eu vou fugir e me esconder, até eu conseguir conter as lágrimas de vergonha. Eu sinto vergonha de mim, e eu não quero que vocês vejam. Não quero que vejam atravéz de mim.
Só quero alguém que diga que eu fico melhor sorrindo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário