segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ela.


De novo, lá vem ela com tudo, inconstante, destruindo o que tem de bom em mim, o que eu levei tempo pra expulsar. E o nojo e a repulsa que sinto, não podem ser substituídos, a vontade de chorar e as unhas voltam para carne, e a pele cai em volta, morta.
Por onde passam as lagrimas, a vida some, a vontade sucumbiu à dor, e é tarde para um recomeço. Por favor, me deixem em paz, por favor eu quero mais.
Essa sensação é tão intensa, a liberdade é tão boa, a vontade que isso me dá de voar, flutuar pra longe, longe de vocês e de mim. A vontade de parar, parar o tempo e rir de tudo o que vejo.
Ela me abraça e me aperta, me deixando sem ar, me botando em uma posição que me faz querer gritar, gritar de dor, gritar de vergonha.
Enquanto minha garganta sangra e meu corpo se contorce, eu canto o que ela sussurra para mim, e meus olhos perdem o foco, e enfim dou risada, risada de toda essa loucura, de toda imagem, de todo o som.
A risada é a entrada para o choro. As mãos são as que indicam fraqueza. E a sensação só me faz cair cada vez mais.
E agora é definitivo, agora é sem volta. Agora é de verdade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário