Virei a esquina, e após isso tudo pareceu surreal. Lá, ao invés de encontrar uma menina linda e pequeninha, encontrei um cão que parecia feroz de mais pra estar em um local tão tranquilo como aquela praia. Eu fiquei parado, encarando ele, enquanto ele rosnava de volta. Até que ele latiu e eu começei a correr. Todos que viam o cachorro davam gritos e se afastavam, deixando o centro da calçada para que eu pudesse fugir. Eu olhava pra trás e aquela fera continuava lá, a minha impressão era que nem se alguem se jogasse em cima dele, ou nem se dessem um pedaço de carne crua ele pararia de me perseguir.
O que aconteceu em seguida foi o que definiu todo aquele dia. Eu roubei uma bicicleta. Claro que logo eu ia cansar e aquele animal ia me fazer em pedaços, ele era grande, branco, e seus olhos pareciam totalmente negros. Definitivamente era algo que eu devia ter detectado antes. E aquela mulher estava dando bobeira com a bicicleta, seus cabelos vermelho (assim como a bicicleta), logo me chamaram a atenção. Então eu simplesmente gritei para ela se afastar.
- SAI! Em 30 minutos eu devolvo!
Nem a ouvi responder, só ouvi os gritos, certamente por causa do cachorro. Após algumas quadras e muita velocidade o despistei. Dei algumas voltas, fui até a praia e desci até o píer de novo, dei uma olhada no cpéu agora, sem sol, com uma cor meio roxa e lembrei que precisava devolver a bicicleta, a moça devia estar puta comigo.
Cheguei no local onde havia "roubado" o meu transporte de fuga (na frente de um mini-mercado) e não avistei a mulher, olhei para o outro lado da rua e me assustei. Lá estava a menininha loira, fazendo carinho no cachorro que agora parecia uma criatura dócil. Ela olhava pra mim, não era impressão minha. Então a pequena acenou e sorriu. Mas havia um pouco de cinismo naquele sorriso. O que era aquela coisa? E eu não estava me referindo ao cachorro.
- HEY!
Virei-me em direção a voz e senti apenas algo duro e frio bater em meu nariz, uma dor horrivel se espalhou pelo meu rosto e eu senti o sangue brotar. Nariz quebrado? Definitivamente. De tão forte que foi a pancada, tive que me apoiar em um poste de luz.
- AI, CARALHO, QUE MERDA É ESSA?
Com a mão no nariz, olhei pra mulher de quem eu havia roubado a bicicleta, lembra quando eu falei que ela provavelmente tava puta? É, ela tava. E muito. E acho que tava mais puta ainda porque agora a mão dela tava doendo.
- Desculpa moça, foi só por uns 40 minutos!
- Desculpa nada, seu idiota! Você fez eu me atrasar, agora vou perder o ônibus! E caramba, que crânio duro!
Olhei pra bicicleta dela e depois pra ela. Estava confuso.
- Pra que ônibus, se você tem uma bicicleta?
- Porque eu ia pra casa e depois ia pegar o...
Ela parou, fechou a cara e se virou para pegar a bicicleta.
- Eu não preciso ficar me justificando pra um idiota que foge de um pincher na rua e precisa de uma bicicleta pra isso.
- Pincher? A raça?
Olhei sem entender. Não, não era um pincher.
- É, a raça. De que mundo você vem?
Se aquilo era um pincher, não desse.
Não respondi, ela só revirou os olhos e montou na bicicleta.
- Hey, espere... qual o seu nome?
- Que?
- Seu nome.
Ela me olhou desconfiada.
- Ivy.
- Eu sou o Thief. Como posso recompensar a perda do seu ônibus?
Ela sorriu. entrou no mercado e logo voltou com uma dúzia de sacolas.
- Me ajude a levar isso pra casa.
Ela praticamente atirou as sacolas pra mim, as segurei com um pouco de dificuldade, e com uma vontade de rir. Meu nariz doía, minhas mãos e minha camisa estavam cheias de sangue, mas aquilo não pareceu sensibilizá-la.
- Cuidado, tem ovos aí.
Entao ela pagou a sacola dos ovos e mais uma, montou na bicicleta e a segui. Enquanto a seguia, olhei para o outro lado da rua e vi novamente a menininha. Ela agora dava risada, parecia que ria da minha situação. Franzi o cenho e ela moveu os lábios dizendo 'Até mais Thief'. Aquilo me gelou dos pés à cabeça. Precisava descobrir o que ela era. E algo me dizia que tinha a ver com a moça que andava à minha frente, Ivy.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Thief encontra o pequeno anjo.
Eu estava sentado no chão do píer, com as pernas balançando enquanto olhava o sol se por. Era a única coisa da qual eu não podia largar mão: assistir o pôr-do-sol. O cheiro do mar invadia minhas narinas e a brisa vinda do mar parecia um chamado, eu queria pular. Levantei, estava pronto para ir. Mas...
- Hey!
Parei, não olhei para trás.
- Oi você?
Suspirei e virei na direção de quem falava comigo. Era uma menina, de 12 ou 13 anos. Ela era quase 30 cm mais baixa que eu, tinha cachos loiros e estava com um vestido vermelho, de pés descalços. Era uma imagem que não fazia sentido naquele lugar.
- Sim?...
Ela sorriu, e sem falar nada saiu caminhando na direção oposta a mim. Foi estranho, pois ela parecia inocente de mais para parecer provocante, mas me chamava tanto quanto a brisa havia chamado, ela tinha um rosto de anjo, e eu não fazia idéia do que estava fazendo.
Mas a segui, eu tinha o pressentimento de que se não fizesse isso, estaria perdendo... algo. Aquele anjo se misturava com a multidão, me fazendo empurrar as pessoas, ela passava com facilidade, parecia que abriam caminho para ela. Quando saímos do tumulto, a garota começou a correr, e em um desespero repentino, corri atrás. Não podia perdê-la de vista, precisava alcançá-la. Então ela virou em uma esquina, e quando eu eu estava prestes dobrar, algo aconteceu.
Em questão de alguns segundos o curso da vida de duas pessoas mudou. Tudo por culpa de uma bicicleta e de um cachorro. Essa história é minha, de Ivy, e do nosso pequeno cupido e anjo da guarda.
- Hey!
Parei, não olhei para trás.
- Oi você?
Suspirei e virei na direção de quem falava comigo. Era uma menina, de 12 ou 13 anos. Ela era quase 30 cm mais baixa que eu, tinha cachos loiros e estava com um vestido vermelho, de pés descalços. Era uma imagem que não fazia sentido naquele lugar.
- Sim?...
Ela sorriu, e sem falar nada saiu caminhando na direção oposta a mim. Foi estranho, pois ela parecia inocente de mais para parecer provocante, mas me chamava tanto quanto a brisa havia chamado, ela tinha um rosto de anjo, e eu não fazia idéia do que estava fazendo.
Mas a segui, eu tinha o pressentimento de que se não fizesse isso, estaria perdendo... algo. Aquele anjo se misturava com a multidão, me fazendo empurrar as pessoas, ela passava com facilidade, parecia que abriam caminho para ela. Quando saímos do tumulto, a garota começou a correr, e em um desespero repentino, corri atrás. Não podia perdê-la de vista, precisava alcançá-la. Então ela virou em uma esquina, e quando eu eu estava prestes dobrar, algo aconteceu.
Em questão de alguns segundos o curso da vida de duas pessoas mudou. Tudo por culpa de uma bicicleta e de um cachorro. Essa história é minha, de Ivy, e do nosso pequeno cupido e anjo da guarda.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Simon e Glória I
"Glória, sinto sua falta. E você sabe disso. Mas na noite do teatro de marionetes, algo a assustou. Eu sei disso, mas não sei o que foi! Lembro-me de te olhar durante o teatro inteiro, tentando adivinhar o que você achava ou pensava à respeito do que via e ouvia.
Teve um momento em que sua expressão ficou fria, dura. Indecifrável. Começei a prestar atenção no que acontecia com os marionetes, mas não consegui encontrar o motivo para sua mudança de humor. Assim como não encontrei o motivo para sua saída sem dizer nada, sumindo na noite. Assim como não encontrei razão alguma para você me evitar nessas últimas semanas.
Por isso deixo essa carta à sua porta nesta manhã de fevereiro, quando completaríamos 3 meses juntos.
Por favor, me dê uma chance, não caminhe assim para longe de mim. A partir de hoje mandarei uma carta a cada dois dias para você, até o dia em que você me responder ou me der alguma explicação.
Glória, você é o amor da minha vida, não acho justo o que você está nos fazendo passar, pois sei que sou o amor da sua vida também. Volte para mim. O que quer que a tenha assustado, eu espanto. Eu sempre vou te defender dos seus fantasmas.
Espero que saiba disso. Estarei a espera, e eu realmente não tenho preguiça de escrever para você, portanto, não confie na possibilidade de eu desistir.
Te amo pra sempre.
Simon."
Glória leu a carta pacientemente. Duas lágrimas cairam na carta de Simon, então ela respirou fundo e guardou novamente a primeira carta das 14 que até hoje Simon havia lhe mandado, sem pular um dia sequer. Todas elas lindas, contando dos dias dele sem ela, com histórias e coisas que a faziam rir. Mas Glória não respondeu. Em dois dias Simon escreveria para ela de novo, a 15ª carta. E seu coração estava quase cedendo, e quase confessando à ele o que realmente havia acontecido naquela noite. Tinha até uma carta préviamente escrita, desde que Simon havia lhe mandado a primeira. Queria entregar à ele... deveria esperar a 15ª carta?
Com esses pensamentos ela deitou na cama e lá permaneceu por horas, sem ter noção de tempo. Sem ouvir o telefone, a campainha, a sirene, os gritos. Mas quando a fumaça invadiu o seu quarto ela acordou de seu transe.
Teve um momento em que sua expressão ficou fria, dura. Indecifrável. Começei a prestar atenção no que acontecia com os marionetes, mas não consegui encontrar o motivo para sua mudança de humor. Assim como não encontrei o motivo para sua saída sem dizer nada, sumindo na noite. Assim como não encontrei razão alguma para você me evitar nessas últimas semanas.
Por isso deixo essa carta à sua porta nesta manhã de fevereiro, quando completaríamos 3 meses juntos.
Por favor, me dê uma chance, não caminhe assim para longe de mim. A partir de hoje mandarei uma carta a cada dois dias para você, até o dia em que você me responder ou me der alguma explicação.
Glória, você é o amor da minha vida, não acho justo o que você está nos fazendo passar, pois sei que sou o amor da sua vida também. Volte para mim. O que quer que a tenha assustado, eu espanto. Eu sempre vou te defender dos seus fantasmas.
Espero que saiba disso. Estarei a espera, e eu realmente não tenho preguiça de escrever para você, portanto, não confie na possibilidade de eu desistir.
Te amo pra sempre.
Simon."
Glória leu a carta pacientemente. Duas lágrimas cairam na carta de Simon, então ela respirou fundo e guardou novamente a primeira carta das 14 que até hoje Simon havia lhe mandado, sem pular um dia sequer. Todas elas lindas, contando dos dias dele sem ela, com histórias e coisas que a faziam rir. Mas Glória não respondeu. Em dois dias Simon escreveria para ela de novo, a 15ª carta. E seu coração estava quase cedendo, e quase confessando à ele o que realmente havia acontecido naquela noite. Tinha até uma carta préviamente escrita, desde que Simon havia lhe mandado a primeira. Queria entregar à ele... deveria esperar a 15ª carta?
Com esses pensamentos ela deitou na cama e lá permaneceu por horas, sem ter noção de tempo. Sem ouvir o telefone, a campainha, a sirene, os gritos. Mas quando a fumaça invadiu o seu quarto ela acordou de seu transe.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Clareza
Mudei meu pensamento, mudei o que eu achava e mudei o que eu queria. Mas não consigo mudar o que sinto.
Agora consigo pensar na verdade, e não na ilusão. Ver alguém sem um manto de adoração em cima é muito melhor, muito mais claro.
Não paro de pensar que as coisas que aconteceram foram um acidente. Eram coisas que queriam estar juntas, ao mesmo tempo, em um mesmo lugar. Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, ao mesmo tempo. Então eles se repelem. É só ver um acidente de carro, entre dois carros que se chocaram de frente. Observe o que restou de cada carro. É no estado em que me encontro. Eu tentei ir contra o mundo, por alguns segundos parecia que eu ia conseguir. Mas não, eu não consegui. Foi do jeito errado. Duas pessoas não podem ocupar o mesmo espaço no coração de uma pessoa ao mesmo tempo.
Agora consigo pensar na verdade, e não na ilusão. Ver alguém sem um manto de adoração em cima é muito melhor, muito mais claro.
Não paro de pensar que as coisas que aconteceram foram um acidente. Eram coisas que queriam estar juntas, ao mesmo tempo, em um mesmo lugar. Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, ao mesmo tempo. Então eles se repelem. É só ver um acidente de carro, entre dois carros que se chocaram de frente. Observe o que restou de cada carro. É no estado em que me encontro. Eu tentei ir contra o mundo, por alguns segundos parecia que eu ia conseguir. Mas não, eu não consegui. Foi do jeito errado. Duas pessoas não podem ocupar o mesmo espaço no coração de uma pessoa ao mesmo tempo.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Here's looking at you, kid. ~ V
Toda vez que eu ia na casa do Du eu me sentia como em algum seriado chique de mais, ou em algum filme irreal de mais. Essa situação toda parecia irreal.
Enquanto eu estava sentada com o braço imobilizado, apenas olhando para a televisão, e não assistindo. Enquanto isso algumas empregadas passavam apressadas por mim, com montes de toalhas e roupas, e de minuto em minuto elas passavam me distraindo enquanto eu tentava assistir algo na televisão. Não que tivesse nada muito interessante, então logo fiquei entediada. Como ninguém ali estava me dando muita atenção, resolvi mexer na caixa de dvd's do Eduardo. Eu sabia que ali, tinham muitos filmes que eu amava. E então encontrei: Casablanca.
Era quase hora do almoço, mas eu não me importava, o Du ia chegar atrasado mesmo. Até que a governanta, Leana, sentou ao meu lado, assistimos o início de Casablanca juntas, porém, em silêncio. Até que veio a cena em que alemães e franceses competem através da música, e mostra-se quem realmente está no comando em Casablanca. Na sequência, Ilsa olha para Victor, enquanto ele canta alto junto com os vários franceses dentro do bar do Rick. Então aparece Yvonne, cantando alto e chorando. O rosto de Yvonne enche a tela, me fez quase sentir o que ela sentia, toda vez que eu assistia aquela cena, meus olhos enchiam de água. Em seguida, aparece Ilsa novamente, olhando para Victor e suspirando. Aos poucos, ela muda a expressão, e dá pra ver um leve sorriso e pequenas covinhas. Mas nada, nada supera o olhar que ela alnça para Victor. É como se ela percebesse o verdadeiro motivo por ter se apaixonado por ele.
- Ambas sabemos como esse filme acaba, Sundance.
- Sabe porque a Ilsa vai dizer ao Richard que ainda o ama?
- Diga-me.
- Porque podemos estar apaixonadas por um Victor, ele pode ser o amor da nossa vida. Mas o Richard, o homem que vai nos fazer esquecer o Victor, pode sumir da nossa vida, mas ele vai voltar. E quando ele voltar, e nos disser eu te amo, nós diremos de volta. A Ilsa é uma colecionadora de 'eu te amo' sinceros. Assim como nós, Leana. Nós não cansamos de ouvir, só cansamos de ouvir da mesma pessoa.
Virei para a televisão novamente.
- O nosso Richard, vai nos mostrar o quanto ele nos ama. Mesmo que para isso, seja necessário irmos embora com o nosso Victor.
- Eu espero que você nem conheça o seu Richard Sun.
Tudo ficou em silêncio de novo. Não ousei retrucar o que ela comentou. Apenas assistimos a cena final enquanto Victor e Ilsa desapareciam na neblina.
- Casablanca garotas?
Olhamos para trás e lá estava o Du, de gravata torta e terno aberto.
- Passou por algum tornado Du? - Ele viu que eu tentava levantar e correu para o sofá, me segurando. Sim, eu estava totalmente machucada, e totalmente com dor.
- Acho que a Sundance deveria tomar algum comprimido, não acha, Eduardo?
- Não Lea, ela já tomou muitos medicamentos no hospital.
- É, estou bem Dona Leana.
O Eduardo não notava a ironia nas palavras da Leana, mas eu notava. E ele não notava também a hostilidade nas minhas palavras. Eu não sei se ele ignorava porque achava que a governanta dele estava com ciumes da namorada, ou se ele REALMENTE não percebia. Mas isso não mudava o fato de que eu e Leana tinhamos um passado. Um passado pelo qual ela me condenava, e do qual Eduardo não desconfiava.
Enquanto eu estava sentada com o braço imobilizado, apenas olhando para a televisão, e não assistindo. Enquanto isso algumas empregadas passavam apressadas por mim, com montes de toalhas e roupas, e de minuto em minuto elas passavam me distraindo enquanto eu tentava assistir algo na televisão. Não que tivesse nada muito interessante, então logo fiquei entediada. Como ninguém ali estava me dando muita atenção, resolvi mexer na caixa de dvd's do Eduardo. Eu sabia que ali, tinham muitos filmes que eu amava. E então encontrei: Casablanca.
Era quase hora do almoço, mas eu não me importava, o Du ia chegar atrasado mesmo. Até que a governanta, Leana, sentou ao meu lado, assistimos o início de Casablanca juntas, porém, em silêncio. Até que veio a cena em que alemães e franceses competem através da música, e mostra-se quem realmente está no comando em Casablanca. Na sequência, Ilsa olha para Victor, enquanto ele canta alto junto com os vários franceses dentro do bar do Rick. Então aparece Yvonne, cantando alto e chorando. O rosto de Yvonne enche a tela, me fez quase sentir o que ela sentia, toda vez que eu assistia aquela cena, meus olhos enchiam de água. Em seguida, aparece Ilsa novamente, olhando para Victor e suspirando. Aos poucos, ela muda a expressão, e dá pra ver um leve sorriso e pequenas covinhas. Mas nada, nada supera o olhar que ela alnça para Victor. É como se ela percebesse o verdadeiro motivo por ter se apaixonado por ele.
- Ambas sabemos como esse filme acaba, Sundance.
- Sabe porque a Ilsa vai dizer ao Richard que ainda o ama?
- Diga-me.
- Porque podemos estar apaixonadas por um Victor, ele pode ser o amor da nossa vida. Mas o Richard, o homem que vai nos fazer esquecer o Victor, pode sumir da nossa vida, mas ele vai voltar. E quando ele voltar, e nos disser eu te amo, nós diremos de volta. A Ilsa é uma colecionadora de 'eu te amo' sinceros. Assim como nós, Leana. Nós não cansamos de ouvir, só cansamos de ouvir da mesma pessoa.
Virei para a televisão novamente.
- O nosso Richard, vai nos mostrar o quanto ele nos ama. Mesmo que para isso, seja necessário irmos embora com o nosso Victor.
- Eu espero que você nem conheça o seu Richard Sun.
Tudo ficou em silêncio de novo. Não ousei retrucar o que ela comentou. Apenas assistimos a cena final enquanto Victor e Ilsa desapareciam na neblina.
- Casablanca garotas?
Olhamos para trás e lá estava o Du, de gravata torta e terno aberto.
- Passou por algum tornado Du? - Ele viu que eu tentava levantar e correu para o sofá, me segurando. Sim, eu estava totalmente machucada, e totalmente com dor.
- Acho que a Sundance deveria tomar algum comprimido, não acha, Eduardo?
- Não Lea, ela já tomou muitos medicamentos no hospital.
- É, estou bem Dona Leana.
O Eduardo não notava a ironia nas palavras da Leana, mas eu notava. E ele não notava também a hostilidade nas minhas palavras. Eu não sei se ele ignorava porque achava que a governanta dele estava com ciumes da namorada, ou se ele REALMENTE não percebia. Mas isso não mudava o fato de que eu e Leana tinhamos um passado. Um passado pelo qual ela me condenava, e do qual Eduardo não desconfiava.
sábado, 19 de setembro de 2009
Sells ~ Du e Su - parte IV
Assinei alguns papéis no hospital e levei Sunnie para meu apartamento, já que ela morava sozinha e estava com medo do cachorro, e eu tinha uma "governanta" que poderia cuidar dela e fazê-la companhia. Após isso decidi passar na casa da Su, ver o estrago que o tal ataque havia causado, ver se poderia fazer alguma coisa. Sim, eu entrei na casa e vi que eu DEVIA fazer alguma coisa. O cachorro estava deitado num canto da sala, quando eu abri a porta ele acordou e veio correndo em minha direção, mas fechei a porta e ouvi um baque contra a madeira. Pelo visto esse cachorro não era muito inteligente e estava com fome. Então liguei para o controle de animais, e pronto, problema resolvido, 4 homens foram necessários para pegar o cachorro, e um deles foi mordido. Então, comecei a analizar os danos. Cacos de vidro pelo chão, sangue (não sei se dela ou do cachorro), dois quadros no chão, a escada derrubada, e curiosamente alguns móveis estavam roídos. Realmente, o cão estava faminto.
Limpei o que era necessário e pendurei os quadros para a Su. Eu já havia falado a ela, que eu faria o trabalho pesado se ela precisasse, mas parecia que ela queria mostrar que conseguia sozinha.
"Foi uma tentativa de dizer que eu não preciso de você, mas acho que preciso mais do que pensava..."
Suas exatas palavras enquanto saíamos do hospital. Terminado tudo, tranquei a casa e saí. Mais tarde compraria móveis novos para ela. Sim, a Su ia dar um ataque, reclamar e bater pé, mas eu não me importava. Eu tinha dinheiro e queria gastar com ela.
Enquanto eu estava dirigindo, o sonho de algumas horas atrás passou pela minha cabeça. Eu não sabia o que queria dizer, mas me dava medo. Será que a Sunnie algum dia chegaria a ponto de tentar suicídio? Ou eu simplesmente sentia quando ela se machucava e precisava de mim? A possibilidade de ambas perguntas terem resposta positiva me deixava um pouco preocupado. Se ela se suicidasse, eu não aguentaria. Não seria o primeiro suicidio em minha vida. E o fato de eu sentir se ela não estivesse bem, significa que nossa conexão é maior do que deveria.
De fato, minha relação com a Su é mais séria do que deveria. Nos conhecemos a apenas 3 anos, mas parece que nos conhecemos á 150. Eu simplesmente iria para o inferno por ela.
- Senhos Sells?
Mas no momento, precisava trabalhar. Tinha uma empresa inteira para administrar.
Limpei o que era necessário e pendurei os quadros para a Su. Eu já havia falado a ela, que eu faria o trabalho pesado se ela precisasse, mas parecia que ela queria mostrar que conseguia sozinha.
"Foi uma tentativa de dizer que eu não preciso de você, mas acho que preciso mais do que pensava..."
Suas exatas palavras enquanto saíamos do hospital. Terminado tudo, tranquei a casa e saí. Mais tarde compraria móveis novos para ela. Sim, a Su ia dar um ataque, reclamar e bater pé, mas eu não me importava. Eu tinha dinheiro e queria gastar com ela.
Enquanto eu estava dirigindo, o sonho de algumas horas atrás passou pela minha cabeça. Eu não sabia o que queria dizer, mas me dava medo. Será que a Sunnie algum dia chegaria a ponto de tentar suicídio? Ou eu simplesmente sentia quando ela se machucava e precisava de mim? A possibilidade de ambas perguntas terem resposta positiva me deixava um pouco preocupado. Se ela se suicidasse, eu não aguentaria. Não seria o primeiro suicidio em minha vida. E o fato de eu sentir se ela não estivesse bem, significa que nossa conexão é maior do que deveria.
De fato, minha relação com a Su é mais séria do que deveria. Nos conhecemos a apenas 3 anos, mas parece que nos conhecemos á 150. Eu simplesmente iria para o inferno por ela.
- Senhos Sells?
Mas no momento, precisava trabalhar. Tinha uma empresa inteira para administrar.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
5h ~ Du e Su - parte III
Eram 5 horas da manhã. Eu estava olhando pro teto. Branco, sem nenhuma mancha. Meus olhos pesavam mas eu não queria dormir, pelo menos não antes de ele chegar. O que aconteceu mais cedo não saía da minha cabeça... se ele tivesse ficado um pouco mais, talvez eu não estaria no hospital.
Eu fui uma idiota em pensar que seria uma boa idéia pendurar quadros no meio da noite, e fui mais idiota ainda quando pensei que o cachorro na rua era engraçadinho. Aquilo não era um cachorro. E porque minha janela tava aberta ás 4:20 da manhã? Eis o que aconteceu: Eu estava pendurando o segundo quadro na parede, em cima de uma escadinha, do lado da janela, então eu tava com o martelo na mão, e com o quadro que era bem pesado apoiado na escada. Pois então, ouvi um barulho do lado de fora, olhei pela janela e era um cachorro, parecia tão bonitinho tentando derrubar minha lata de lixo, eu chamei ele pra janela e sentei no parapeito. Quando o cachorro me viu, parece que os olhos dele ficaram vermelhos e ele começou a rosnar. Foi aí que eu vi que não era um cachorro normal, era um monstro sedento por sangue. Aquela coisa começou a correr na direção da minha casa, e eu me atrapalhei toda, toda mesmo. quebrei o quadro no chão, caí da escada no parapeito da janela, e quando aquele animal insano tava muito perto, eu fechei o vidro nos meus dedos. Mas não para por aí, o cachorro se ATIROU contra o vidro da janela, que quebrou e os pedaços de vidro me deixaram toda cortada nos braços. O cachorro ficou tontão com a batida e caiu duro no chão. Eu tava caída no chão, e quando fui levantar meu pé tava preso na escada, caí com a cabeça na moldura do quadro e cortei em cima da sobrancelha. Agora me diga, em que MUNDO alguém acreditaria em mim se eu contasse isso? Pois então, liguei para uma ambulância, eu tava muito tonta, tranquei o cachorro dentro da minha casa e caí na varanda. Lembro apenas de acordar no hospital.
- Su? Sunnie?!
- 3ª porta á esquerda moço!
Pela voz dele, ele parecia desesperado, e confesso que isso me deixou meio exaltada também.
- Du?!
Ele apareceu na porta do quarto e parou. Ficou me olhando, analizando meus ferimentos (cortes por toda parte visível do meu corpo, dedos enfaixados, pontos acima da sobrancelha e um roxo na maçã do rosto, de quando caí na varanda). Parecia que estava tentando entender o que havia acontecido, como se ele esperasse ver outra coisa. Acho que ele pensava que eu tava sem cabeça, algo do gênero. Ele chegou mais perto, parando do lado da cama.
- O que aconteceu? Foi procurar briga com alguma gangue de skinheads?
- Não, a MINHA gangue fez um motim, eles tinham tudo planejado, fui uma besta por não perceber logo. - Rolei os olhos e ele riu, sentou-se no sofá ao lado da cama e passou a mão na minha testa, onde não havia nenhum ferimento.
- Você vai me contar o que aconteceu depois... mas só pra deixar gravado, mesmo cortada, enfaixada, roxa e costurada, você é a mulher mais linda do mundo.
Eu fui uma idiota em pensar que seria uma boa idéia pendurar quadros no meio da noite, e fui mais idiota ainda quando pensei que o cachorro na rua era engraçadinho. Aquilo não era um cachorro. E porque minha janela tava aberta ás 4:20 da manhã? Eis o que aconteceu: Eu estava pendurando o segundo quadro na parede, em cima de uma escadinha, do lado da janela, então eu tava com o martelo na mão, e com o quadro que era bem pesado apoiado na escada. Pois então, ouvi um barulho do lado de fora, olhei pela janela e era um cachorro, parecia tão bonitinho tentando derrubar minha lata de lixo, eu chamei ele pra janela e sentei no parapeito. Quando o cachorro me viu, parece que os olhos dele ficaram vermelhos e ele começou a rosnar. Foi aí que eu vi que não era um cachorro normal, era um monstro sedento por sangue. Aquela coisa começou a correr na direção da minha casa, e eu me atrapalhei toda, toda mesmo. quebrei o quadro no chão, caí da escada no parapeito da janela, e quando aquele animal insano tava muito perto, eu fechei o vidro nos meus dedos. Mas não para por aí, o cachorro se ATIROU contra o vidro da janela, que quebrou e os pedaços de vidro me deixaram toda cortada nos braços. O cachorro ficou tontão com a batida e caiu duro no chão. Eu tava caída no chão, e quando fui levantar meu pé tava preso na escada, caí com a cabeça na moldura do quadro e cortei em cima da sobrancelha. Agora me diga, em que MUNDO alguém acreditaria em mim se eu contasse isso? Pois então, liguei para uma ambulância, eu tava muito tonta, tranquei o cachorro dentro da minha casa e caí na varanda. Lembro apenas de acordar no hospital.
- Su? Sunnie?!
- 3ª porta á esquerda moço!
Pela voz dele, ele parecia desesperado, e confesso que isso me deixou meio exaltada também.
- Du?!
Ele apareceu na porta do quarto e parou. Ficou me olhando, analizando meus ferimentos (cortes por toda parte visível do meu corpo, dedos enfaixados, pontos acima da sobrancelha e um roxo na maçã do rosto, de quando caí na varanda). Parecia que estava tentando entender o que havia acontecido, como se ele esperasse ver outra coisa. Acho que ele pensava que eu tava sem cabeça, algo do gênero. Ele chegou mais perto, parando do lado da cama.
- O que aconteceu? Foi procurar briga com alguma gangue de skinheads?
- Não, a MINHA gangue fez um motim, eles tinham tudo planejado, fui uma besta por não perceber logo. - Rolei os olhos e ele riu, sentou-se no sofá ao lado da cama e passou a mão na minha testa, onde não havia nenhum ferimento.
- Você vai me contar o que aconteceu depois... mas só pra deixar gravado, mesmo cortada, enfaixada, roxa e costurada, você é a mulher mais linda do mundo.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
4:35 ~ Du e Su - parte II
Ela era incrível. A Sunnie sempre fazia isso comigo, me deixava sem palavras quando mostrava o que estava pensando. O que eu queria, era só abraçar ela com força, naquele momento mesmo, enquanto ela saía do meu carro, parava na porta da própria casa e acenava, sorrindo. Eu observei ela espiar por uma festra entre as cotinas, pela janela, pra garantir de que eu ainda estava lá. Então ela saiu de casa, correndo até meu carro e abrindo a porta do motorista.
- Você tem que tomar um banho, também tá encharcado! Vem!
Ela me puxou pelo braço e fechou a porta, me arrastando até a casa dela embaixo da chuva. Não, a gente não se beijou na chuva como nos filmes, ela tinha feito eu prometer que nunca tentaria fazer isso.
Então, enquanto eu fui pro banho, fiquei pensando nessas coisas sobre a Sunnie que eu não entendia, as coisas que ela não me falava porque, ou só falava sem me dar oportunidade de perguntar. Ela me deixava tonto, e mulheres assim você não quer dexar tão rápido. Mas elas amam fugir.
Cheguei na cozinha e ela havia feito café, dava pra sentir o cheiro. Mas quando cheguei na cozinha, eu não consegui pegar meu café, não tive nem vontade de pegar ele. Eu queria é que alguém me acordasse daquele pesadelo.
- Su...
- Du... eu...
Havia uma faca em cima do balcão, e os pulsos dela estavam cortados, pingando sangue por toda a cozinha, como se la tivesse feito um caminho de sangue pra eu seguir.
- Desculpa Du.
Foi então que eu acordei. O telefone tocou, eram 04:35 da manhã, e era do hospital. Sunnie tinha sofrido um acidente, não me especificaram nada, eu só peguei as chaves do carro e pisei fundo no acelerador. A Su precisava de mim. Não me importava se eu tinha trabalho no dia seguinte, ou se em 2 horas eu precisava estar no escritório. Simplesmente não importava
- Você tem que tomar um banho, também tá encharcado! Vem!
Ela me puxou pelo braço e fechou a porta, me arrastando até a casa dela embaixo da chuva. Não, a gente não se beijou na chuva como nos filmes, ela tinha feito eu prometer que nunca tentaria fazer isso.
Então, enquanto eu fui pro banho, fiquei pensando nessas coisas sobre a Sunnie que eu não entendia, as coisas que ela não me falava porque, ou só falava sem me dar oportunidade de perguntar. Ela me deixava tonto, e mulheres assim você não quer dexar tão rápido. Mas elas amam fugir.
Cheguei na cozinha e ela havia feito café, dava pra sentir o cheiro. Mas quando cheguei na cozinha, eu não consegui pegar meu café, não tive nem vontade de pegar ele. Eu queria é que alguém me acordasse daquele pesadelo.
- Su...
- Du... eu...
Havia uma faca em cima do balcão, e os pulsos dela estavam cortados, pingando sangue por toda a cozinha, como se la tivesse feito um caminho de sangue pra eu seguir.
- Desculpa Du.
Foi então que eu acordei. O telefone tocou, eram 04:35 da manhã, e era do hospital. Sunnie tinha sofrido um acidente, não me especificaram nada, eu só peguei as chaves do carro e pisei fundo no acelerador. A Su precisava de mim. Não me importava se eu tinha trabalho no dia seguinte, ou se em 2 horas eu precisava estar no escritório. Simplesmente não importava
sábado, 12 de setembro de 2009
Eduardo. ~ Du e Su - parte I
Eu estava caminhando na chuva, esperando que ele passasse por mim. Como sempre ele estava atrasado, e como sempre ele só se atrasava quando chovia.
- Sai da chuva e entra no carro Su.
Continuei caminhando, enquanto ele acompanhava ao meu lado de carro.
- Você tá toda molhada, vai ficar doente, e você sabe Su, quando você fica doente é sempre doente pra caramba.
- Vai se ferrar Eduardo.
Continuei caminhando sem olhar pra trás, ele tinha parado o carro. Ouvi o barulho da porta fechando com força e apressei o passo. Foi então que senti ele segurar meu braço.
- Você pode por favor, entrar no carro Sunnie? Me desculpa estar atrasado ainda mais porque tá chovendo, mas se você não entrar no carro eu vou ter que te por lá dentro á força.
Dei uma risada baixa e virei de frente pra ele. Instantaneamente a chuva começou a ficar mais forte, ele sorriu pra mim. Idiota. Suspirei e revirei os olhos, tirando a mão dele do meu braço, então corri pro carro.
- Porque você sempre tem que ser tão difícil?
- Por isso.
- Isso o que?
- Pra ouvir você pedir desculpas, Du. Se você não quisesse que eu entrasse no carro de verdade, teria me deixado caminhar na chuva. Ainda mais por minha casa estar a cerca de 20 metros daqui. Se você não me quisesse aqui, agora, dentro do seu carro, eu não estaria onde estou.
Ele me olhou como se eu fosse maluca, mas ainda assim pegou minha mão e a beijou. Por mais que eu parecesse louca, por mais que eu tivesse molhada e com a maquiagem borrada, com o cabelo totalmente bagunçado, ele conseguia me fazer sentir a mulher mais bonita do mundo.
- Sai da chuva e entra no carro Su.
Continuei caminhando, enquanto ele acompanhava ao meu lado de carro.
- Você tá toda molhada, vai ficar doente, e você sabe Su, quando você fica doente é sempre doente pra caramba.
- Vai se ferrar Eduardo.
Continuei caminhando sem olhar pra trás, ele tinha parado o carro. Ouvi o barulho da porta fechando com força e apressei o passo. Foi então que senti ele segurar meu braço.
- Você pode por favor, entrar no carro Sunnie? Me desculpa estar atrasado ainda mais porque tá chovendo, mas se você não entrar no carro eu vou ter que te por lá dentro á força.
Dei uma risada baixa e virei de frente pra ele. Instantaneamente a chuva começou a ficar mais forte, ele sorriu pra mim. Idiota. Suspirei e revirei os olhos, tirando a mão dele do meu braço, então corri pro carro.
- Porque você sempre tem que ser tão difícil?
- Por isso.
- Isso o que?
- Pra ouvir você pedir desculpas, Du. Se você não quisesse que eu entrasse no carro de verdade, teria me deixado caminhar na chuva. Ainda mais por minha casa estar a cerca de 20 metros daqui. Se você não me quisesse aqui, agora, dentro do seu carro, eu não estaria onde estou.
Ele me olhou como se eu fosse maluca, mas ainda assim pegou minha mão e a beijou. Por mais que eu parecesse louca, por mais que eu tivesse molhada e com a maquiagem borrada, com o cabelo totalmente bagunçado, ele conseguia me fazer sentir a mulher mais bonita do mundo.
sábado, 5 de setembro de 2009
Esperança.
Descobri meu erro, que era te esperar o tempo inteiro, noite após noite. Mas agora eu percebo realmente o que aconteceu. Aconteceu que antes de você chegar, antes de tudo acontecer, eu não lembro de uma coisa em especial. Não foi amor, não foi paixão, não foi um gancho que me tirou de uma "depressão", o que você me deu foi bem simples, algo que eu não lembro de sentir. Esperança. E eu agradeço. Quebrei de novo minha promessa á mim mesma, de não escrever nada sobre ti. Mas é algo que eu acho que você deveria saber, mesmo que voce não vá saber a não ser que eu te fale. Você sabe que não vou falar. E finalmente ter percebido isso me deixa feliz. Mas assim como você trouxe a esperança com você quando chegou, você afastou ela quando foi embora. O texto acaba aqui, eu acabo aqui. Te acabo aqui.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Meu Sorriso.
Leio no meu passado o medo do futuro que se consumou. Sabe quando lutamos contra um acontecimento impossivel de ser contrariado, perdemos, e quando perdemos não pensamos no que pode acontecer depois, acabamos estagnados no pior?
Estive abraçada com o meu sorriso uma última vez. Foi perfeito, foi um dia perfeito, e creio que tenha sido um fim perfeito. O calor dele me assustarva, o encaixe do nosso abraço me confortava. Nosso andar juntos me fazia feliz, o jeito que ele estendia a mão pra mim, seu velho jeito de ser, seu jeito velho de ser. Como ele me olhava, como eu queria guardar tudo aquilo, aquele dia, daquele modo. Duas vezes ele pôs as duas mãos em minhas bochechas, duas vezes dando um beijo de adeus, duas vezes me dando duas sensações que se resumiam em uma. "Não vou ver ele de novo", seguido de "eu quero, mas não vou".
Não, não daquele modo, não com aqueles olhos. Dei adeus ao meu sorriso sem nem pensar se algum dia ele voltaria. Antes meu abraço não se encaixava no dele... o tempo passou e lá passou a ser o lugar onde eu mais me sentia confortável. Meu sorriso me fez esquecer. Me fez aprender a guardar somente uma memória, e ela valeu por todas as outras.
Estive abraçada com o meu sorriso uma última vez. Foi perfeito, foi um dia perfeito, e creio que tenha sido um fim perfeito. O calor dele me assustarva, o encaixe do nosso abraço me confortava. Nosso andar juntos me fazia feliz, o jeito que ele estendia a mão pra mim, seu velho jeito de ser, seu jeito velho de ser. Como ele me olhava, como eu queria guardar tudo aquilo, aquele dia, daquele modo. Duas vezes ele pôs as duas mãos em minhas bochechas, duas vezes dando um beijo de adeus, duas vezes me dando duas sensações que se resumiam em uma. "Não vou ver ele de novo", seguido de "eu quero, mas não vou".
Não, não daquele modo, não com aqueles olhos. Dei adeus ao meu sorriso sem nem pensar se algum dia ele voltaria. Antes meu abraço não se encaixava no dele... o tempo passou e lá passou a ser o lugar onde eu mais me sentia confortável. Meu sorriso me fez esquecer. Me fez aprender a guardar somente uma memória, e ela valeu por todas as outras.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Ouvindo.
"Seu grande amor é pra sempre, e acredito que quando mais tarde você vive ele, melhor. Seu grande amor, é provavelmente a pessoa com quem você vai ter filhos, se algum dia você tiver. Provavelmente, seu grande amor é o que vai te fazer chorar, mesmo que você já o tenha superado, é aquele que vai te dar as lembranças mais lindas, e possivelmente as mais dolorosas. Ele vai segurar a sua mão sem hesitar, vai te olhar nos olhos e te falar toda a verdade. Mas ele vai conseguir te olhar nos olhos e mentir também se necessário. Você vai sentir quando ele for a pessoa certa para você, mas provavelmente depois que tudo terminar, torça para perceber logo de cara. Seu grande amor vai ser seu melhor amigo, a pessoa que vai lhe mostrar como ela realmente é. Eu acho que o nosso grande amor, é aquele que nos faz viver, querer viver, e nos sentirmos vivos. Nosso grande amor é quem nos tira da escuridão e nos põe num mundo diferente. É aquele que nos ouve, e que nos faz ouvir. É quem ás vezes, é a única pessoa que nos faz abrir os olhos, e nos faz ver que a vida pode ser difícil, ou pode ser simplesmente vivida. As lembranças desse grande amor, serão um eterno filme em sua mente, com os momentos que você mais ama, com os instantes mais vitais.
Se assim for, eu quero muito ser o grande amor de alguém."
Se assim for, eu quero muito ser o grande amor de alguém."
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Verdade...
- Não.
- Como assim 'não'?
- Simplesmente não.
- Você... Eu tenho o direito a uma resposta!
Os dois se olhavam fixamente.
- Não, não tem. Desista.
Lágrimas deixaram os olhos arregalados de Gabrielle marejados. Ela cerrou os punhos.
- Pra que fazer isso? Você sabe que estou quase desistindo, não faça isso, por favor!
- Eu não posso te dar a verdade. Seria pior assim, você não entende?!
- NÃO! Não entendo esse segredo, seria a verdade tão dolorosa assim?
- A verdade seria pior.
Gabrielle saiu da posição ofensiva em que se encontrava, aquelas palavras simplesmente a convenceram.
- De qualquer modo, eu desisto, certo?
- Certo.
Gabrielle arrastou seus pés até sua cama, se deitou e ficou olhando para o quarto vazio, com lágrimas contornando seu rosto em silêncio.
- Se ao menos eu pudesse ouvir de você e não da minha imaginação...
Então fechou os olhos fingindo desistir, mas sabendo que no dia seguinte tentaria de novo. Não conseguia acreditar em suas ilusões por muito tempo, precisava de algo sólido. Algo de verdade.
- Como assim 'não'?
- Simplesmente não.
- Você... Eu tenho o direito a uma resposta!
Os dois se olhavam fixamente.
- Não, não tem. Desista.
Lágrimas deixaram os olhos arregalados de Gabrielle marejados. Ela cerrou os punhos.
- Pra que fazer isso? Você sabe que estou quase desistindo, não faça isso, por favor!
- Eu não posso te dar a verdade. Seria pior assim, você não entende?!
- NÃO! Não entendo esse segredo, seria a verdade tão dolorosa assim?
- A verdade seria pior.
Gabrielle saiu da posição ofensiva em que se encontrava, aquelas palavras simplesmente a convenceram.
- De qualquer modo, eu desisto, certo?
- Certo.
Gabrielle arrastou seus pés até sua cama, se deitou e ficou olhando para o quarto vazio, com lágrimas contornando seu rosto em silêncio.
- Se ao menos eu pudesse ouvir de você e não da minha imaginação...
Então fechou os olhos fingindo desistir, mas sabendo que no dia seguinte tentaria de novo. Não conseguia acreditar em suas ilusões por muito tempo, precisava de algo sólido. Algo de verdade.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Carta.
" 'Lembra de quando pensar em ti machucava? Não machuca mais, querido, estou melhor, você não fica feliz por mim? Gostaria que perdoasse todas as minhas bobeiras, geralmente estou fora de mim quando as faço, você sabe, eu sou uma besta! Mas meu querido, meu amigo, estou muito feliz por você não se tornar uma lembrança dolorosa! Agora sei que quando te ver, posso sorrir, e não mais chorar depois. Isso não te deixa feliz? E sim, ainda gosto de você como sempre disse que gostava, só acho que eu amadureci e que esse sentimento se tornou mais maduro, sabe? E eu queria saber como você está, o que anda fazendo, como está sua saúde física e mental, haha! Realmente queria querido, realmente queria. Eu to esperando, de qualquer maneira, simplesmente esperando. Com todo o meu carinho... Giovanna.'
Essa foi a última carta que ela trocou comigo, á dois anos atrás. Eu ainda a leio, e nunca tive coragem de respondê-la, mas o que eu queria mesmo dizer, minha Giovanna, é que fico na esperança de que você continue me esperando, pois sei que alguma hora irei até você, e lamento por depois dessa carta não termos nos visto mais, queria lhe proporcionar sorrisos novamente. Eu lembro de tudo, Giovanna, e não acabou minha querida. Espere por mim, preciso disto. Eu te amo"
Essa foi a última carta que ela trocou comigo, á dois anos atrás. Eu ainda a leio, e nunca tive coragem de respondê-la, mas o que eu queria mesmo dizer, minha Giovanna, é que fico na esperança de que você continue me esperando, pois sei que alguma hora irei até você, e lamento por depois dessa carta não termos nos visto mais, queria lhe proporcionar sorrisos novamente. Eu lembro de tudo, Giovanna, e não acabou minha querida. Espere por mim, preciso disto. Eu te amo"
terça-feira, 28 de julho de 2009
Apartamento
"Os dois estavam deitados, em silêncio. Cabeças lado a lado, corações na mão. Enquanto ele observava o apartamento vazio, ela o observava. Ela sempre o observava em silêncio, pensando no que ele poderia estar pensando, o que ele poderia estar imaginando. Não conseguia saber se ele pensava tantas besteiras quanto ela, se ele tinha tanto medo quanto ela. Jenn morria de medo de perdê-lo de novo. Com esse pensamento ela virou para a parede, e olhou pela janela.
- Jenn?
Se virou séria para Joe. Tinha esquecido de como o olhar dele podia derrete-la.
- Sim Joe?
Ele riu e aproximou o rosto do dela.
- Já te disse que você fica bem melhor sorrindo?
Jenn abriu um sorriso gigante, ela e Joe riram. Eram momentos como esses que amedontravam a menina, porque neles parecia que nada podia tirar a alegria dela, que nada podia estragar aquilo que eles tinham. Queria muito acreditar que isso era verdade.
- Já Joe, você sempre diz.
E com um beijo no nariz dele, eles seguraram as mãos e ficaram mais um pouco, no apartamento sem móveis, só olhando, um do lado do outro, cada um com seus próprios pensamentos confusos. Juntos. Sim, juntos."
- Jenn?
Se virou séria para Joe. Tinha esquecido de como o olhar dele podia derrete-la.
- Sim Joe?
Ele riu e aproximou o rosto do dela.
- Já te disse que você fica bem melhor sorrindo?
Jenn abriu um sorriso gigante, ela e Joe riram. Eram momentos como esses que amedontravam a menina, porque neles parecia que nada podia tirar a alegria dela, que nada podia estragar aquilo que eles tinham. Queria muito acreditar que isso era verdade.
- Já Joe, você sempre diz.
E com um beijo no nariz dele, eles seguraram as mãos e ficaram mais um pouco, no apartamento sem móveis, só olhando, um do lado do outro, cada um com seus próprios pensamentos confusos. Juntos. Sim, juntos."
terça-feira, 19 de agosto de 2008
...
"os dois andavam de mãos dadas por todo lugar, ela e o seu x... ele era o x para o seu solitário coração y. E eles continuavam andando de mãos dadas mostrando pra todos sua felicidade, era o que ela queria ter sonhado a muito tempo, mas não só isso, ela queria que aquele fosse seu unico sonho que tivesse se tornado realidade. O seu x era so o que ela precisava, e aquele nome continuava a pulsar na sua cabeça ('x, x, x, x, x, x, x!'). Quando ela abriu os olhos ainda nao havia percebido que nao era real, pensava que tinha acontecido, e quando percebeu que nao era real, fechou os olhos e começou a chorar. porque seu subconciente tinha que provoca-la assim? Porque todos tinham que provoca-la assim? Era como segurar areia nas mãos, mas invés de areia é todo o amor que ela tinha. Todo amor que ela queria. E as coisas que ela queria de volta, que foram tiradas seu concentimento? Por exemplo, seu orgulho e integridade. Oh céus, estava caindo ainda mais, aos poucos, parte por parte, pois ela tinha agora, duas preocupações, o seu Ele e o seu X... e ela via no horizonte de suas preocupações, mais um surgir... e era um antigo que havia a deixado em pedaços que ela nao conseguia colar até hoje..."
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