Sinto falta de escrever. Acho fiquei sem jeito, em todos os sentidos. É horrivel pra mim assim como pra você. Isso tá muito difícil de entender, e seria mais difícil ainda de fazer.
Começei no mínimo 15 coisas nos últimos meses. Conclui no máximo 3.
To deixando a razão me guiar, to botando em primeiro lugar tudo do que preciso.
Mas essa doença cai sobre mim como água gelada, me quebra por dentro com uma pancada. Não faz muito sentido.
De tempos em tempos, nos sentimos assim... Mas precisamos da recuperação, certo? Caso contrário, acabaremos loucos!
É difícil ter alguém por perto quando seu estado mental está definido imutávelmente como 'louco'. Tanto para você, quanto para qualquer outro ser humano. Sua eterna companheira seria apenas a sua psique, amaldiçoada ou não.
Parece que a única saída é para trás. Não me vejo progredindo em direção à bons fins. Não me vejo progredindo de modo algum.
Mas talvez seja diferente. Agora, pode ser que dê certo, pois não desisti e nem pretendo. Posso estar acorrentada, sem saída, sem visão e sem paciência, ainda assim pode ser diferente, pelo fato de que cansei de desistir. Cansei de não concluir, cansei de deixar as coisas e as pessoas me derrubarem.
A decisão de ser, ou não, é minha. Posso pensar que vou falhar, mas o que quero mesmo é chegar lá, naquele lugar que eu acho que vai me fazer feliz.
Acho que depois que eu chegar lá, decidirei o que fazer. Por enquanto, preciso manter o foco.
E com tudo isso, eu nada disse. Prendi a sua atenção para satisfazer o meu desejo de mostrar o que sinto.
Egoísmo?
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quarta-feira, 17 de março de 2010
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Dias Quentes.
É estranho passar por esse tipo de dia. Dia quente que me dá uma sensação de nostalgia. Uma saudade que contagia. Essa loucura que me dá arrepios e me enche os olhos de dor.
Os dias quentes que me fazem pensar em tudo que eu deveria fazer naquele instante, em tudo o que eu poderia fazer. Os dias quentes que me entristecem.
Nas nuvens medo, curiosidade, divertimento, enquanto o sol me impede de ver, enquanto eu derreto em lágrimas, enquanto eu derretia em mãos e me fundia com uma espécie de vazio.
Dias quentes me fazem andar sem razão, me fazem girar e pedir perdão. Confissões. Seriedade.
Tudo isso, seria o que? Tudo isso, significa algo?
Os dias quentes que me fazem pensar em tudo que eu deveria fazer naquele instante, em tudo o que eu poderia fazer. Os dias quentes que me entristecem.
Nas nuvens medo, curiosidade, divertimento, enquanto o sol me impede de ver, enquanto eu derreto em lágrimas, enquanto eu derretia em mãos e me fundia com uma espécie de vazio.
Dias quentes me fazem andar sem razão, me fazem girar e pedir perdão. Confissões. Seriedade.
Tudo isso, seria o que? Tudo isso, significa algo?
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Água.
Não entendo como sempre tenta se mostrar a verdade toda, mas nunca se consegue. Parece que a verdade muda constantemente, deixando para trás a antiga verdade, transformada em mentira pelo presente. Em palavras simples, as coisas mudam.
Andei despreocupada pois me foquei em algo, mas a angústia e a dor de ver minha imagem refletida no espelho não vão embora. A sensação de estar presa a qualquer coisa me irrita, quero fechar os olhos e sair de mim. Muitas vezes nem lembro o que acontece então.
A verdade é que ninguém sabe, mas eu quero muito falar, aquele motivo que é só meu, aquele motivo que me mata um pouquinho cada dia. Tem nome, endereço, data e hora. Mas agora que o motivo desapareceu o que me resta? A não ser a solidão e a ânsia por mais?
Beijar e não sentir os lábios. Tocar só por desespero, ansiedade das mãos, dor do corpo.
Lágrimas não vem quando eu chamo, elas vem quando são difíceis de explicar.
As coisas mudam, mas a minha maldita essência continua aqui, minha certeza reforçada pela rotina, meus motivos transformados em coisas vazias. Quem sabe assim, tudo não melhora? Quem sabe assim...
Meu quarto inundou.
Andei despreocupada pois me foquei em algo, mas a angústia e a dor de ver minha imagem refletida no espelho não vão embora. A sensação de estar presa a qualquer coisa me irrita, quero fechar os olhos e sair de mim. Muitas vezes nem lembro o que acontece então.
A verdade é que ninguém sabe, mas eu quero muito falar, aquele motivo que é só meu, aquele motivo que me mata um pouquinho cada dia. Tem nome, endereço, data e hora. Mas agora que o motivo desapareceu o que me resta? A não ser a solidão e a ânsia por mais?
Beijar e não sentir os lábios. Tocar só por desespero, ansiedade das mãos, dor do corpo.
Lágrimas não vem quando eu chamo, elas vem quando são difíceis de explicar.
As coisas mudam, mas a minha maldita essência continua aqui, minha certeza reforçada pela rotina, meus motivos transformados em coisas vazias. Quem sabe assim, tudo não melhora? Quem sabe assim...
Meu quarto inundou.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
42 minutos.
Em 42 minutos, o dia acaba. De novo me jogo na cama e me deixo cair dentro de mim. Quem é hoje? Quem foi hoje? Quem será amanhã?
Acho que força de vontade, o meu querer, apesar de não ser meu, tem algum valor. Ele só faz a carga parecer mais pesada, mas me leva a um caminho que me chama, me puxa para ele. Coisas me desviam do que quero, essas "coisas" me distraem. Mas te digo, não é fácil assim. Dessa vez eu não vou desistir. Já disse isso antes e continuo aqui, vou me manter forte.
A verdade é que eu fico horrível sorrindo, e pro sorriso ficar bonito, só resta um recurso.
E só assim o sorriso será verdadeiro.
Acho que força de vontade, o meu querer, apesar de não ser meu, tem algum valor. Ele só faz a carga parecer mais pesada, mas me leva a um caminho que me chama, me puxa para ele. Coisas me desviam do que quero, essas "coisas" me distraem. Mas te digo, não é fácil assim. Dessa vez eu não vou desistir. Já disse isso antes e continuo aqui, vou me manter forte.
A verdade é que eu fico horrível sorrindo, e pro sorriso ficar bonito, só resta um recurso.
E só assim o sorriso será verdadeiro.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Então.
Só pra constar, que não parei de sonhar, só pra lembrar que deixei de acreditar. Com o real e o irreal se misturando, então, o passado parece não ter estado lá e o futuro apenas não existe. Então você se vê destruindo o que construiu, simplesmente porque ficou louco. Louco sem aviso, sem sentido e sem sintomas. Louco sem sorriso... Então faz sentido falar que não aguenta, e faz mais sentido ainda falar que não importa e que entende. E a realidade da rotina te pega e te torçe, te expreme e drena o que de bom você tem. E só resta hostilidade e saudade, e só resta burrice e falta de coragem.
A gente tenta, então, e acredito que seja esforçado... não sei o que tá errado, mas não vai. A gente tentou, então, acreditando que era pro bem, somos pessoas que nada tem, e o que nos resta é o que sentimos, e você pega no sono querendo fazer o que sabe que nunca irá. Você se despede de novo da nostalgia fingindo alegria por ter de morrer, fingindo ser normal se arrastar pra cova. Então?
A gente tenta, então, e acredito que seja esforçado... não sei o que tá errado, mas não vai. A gente tentou, então, acreditando que era pro bem, somos pessoas que nada tem, e o que nos resta é o que sentimos, e você pega no sono querendo fazer o que sabe que nunca irá. Você se despede de novo da nostalgia fingindo alegria por ter de morrer, fingindo ser normal se arrastar pra cova. Então?
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Fita
Amarra-se tudo, se joga dentro da mala, fecha-se bem. Se sabe que a dor espera do outro lado da porta, se sabe que na outra sala se encontram cadeiras de metal pretas, frias, que te sugam de uma maneira inexplicável. Mãos que te seguram ou mãos que te levam pra te destruir? O choro inexplicável pode ser explicado afinal? Vocâ quer só se deixar levar, acreditar que aquilo que antes era tudo agora não é nada. Mas o choro não avisa quando chega, música entra e estralhaça tudo, a mão amiga aparece e te faz relembrar o que voce lembra todo o dia. E como andar entre os carros era legal, como se esconder de todos era uma aventura, como viajar de ônibus sozinha se tornou algo necessário de tempos em tempos. Como alguém faz falta quando voce sabe que não tem volta.
Por isso que você chora. E você pega a fita e enrrola tudo isso, joga numa parede elástica e tudo volta pra você, te lançando longe, voando e fazendo seus pensamentos se embaralharem. Tudo é sempre o mesmo, por mais que mude.
Por isso que você chora. E você pega a fita e enrrola tudo isso, joga numa parede elástica e tudo volta pra você, te lançando longe, voando e fazendo seus pensamentos se embaralharem. Tudo é sempre o mesmo, por mais que mude.
domingo, 9 de agosto de 2009
Poxa.
Poxa, dessa vez minhas palavras realmente fugiram de mim, agora me restam algumas perguntas... responder elas vai levar um tempo, eu sei que vai. Bom que leve mesmo. As coisas precisam de tempo. Poxa, tantas ações evitadas poderiam previnir tanta coisa... ser impulsivo ás vezes atrapalha.
- Filho, sabe o que foi? Você se afastou de Deus, você precisa estudar mais a bíblia. Deus não nos procura, a gente que tem que procurar ele, aceitar ele na nossa vida.
Será? Será que isso ajudaria? Não concordo com essas palavras... Tanta coisa que poderia dizer, mas não acredito que as coisas dêem errado por nos afastarmos do "caminho de Deus", não existe tal ser, tal imagem. Se fosse por isso, muita gente que vive na miséria e acredita Nele com todo seu coração, taria melhor, então temos a desculpa de que 'era pra ser assim'. Ninguém é predestinado á miséria, a infelicidade, á solidão. O poder das pessoas é muito maior do que o poder de qualquer outra coisa que exista. Mas esses são meus pensamentos escritos, nada mais!
Poxa...
- Filho, sabe o que foi? Você se afastou de Deus, você precisa estudar mais a bíblia. Deus não nos procura, a gente que tem que procurar ele, aceitar ele na nossa vida.
Será? Será que isso ajudaria? Não concordo com essas palavras... Tanta coisa que poderia dizer, mas não acredito que as coisas dêem errado por nos afastarmos do "caminho de Deus", não existe tal ser, tal imagem. Se fosse por isso, muita gente que vive na miséria e acredita Nele com todo seu coração, taria melhor, então temos a desculpa de que 'era pra ser assim'. Ninguém é predestinado á miséria, a infelicidade, á solidão. O poder das pessoas é muito maior do que o poder de qualquer outra coisa que exista. Mas esses são meus pensamentos escritos, nada mais!
Poxa...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Loucura
To ficando louca, e não preciso de ninguém pra me afirmar isso. Eu sei porque a loucura diária já não me serve mais, eu preciso de uma quantidade maior. Então eu fico assim. Sabe quando você faz as coisas, vê que é errado, mas faz mesmo assim? Pois é...
Loucura me faz lembrar filmes, me faz lembrar que aprendo muito com filmes, e geralmente o personagem mais louco é o que mais fala coisas que me atingem...
"Seus olhos não se movem sempre para as coisas que você quer?"
Tantas citações, de tantos lugares, de tantos loucos. Loucos por cinema, loucos por amor, loucos pelas imagens e pela sensação. Somos todos loucos, impossivel negar meu amigo, olhe para si mesmo. Nos dias de hoje precisamos ter a mente aberta, e os olhos mais abertos ainda.
E veja as coisas que escrevo, que falo e que penso. Ah se você pudesse ver minha mente... entenderia do que falo. Depois disso tenho certeza da afirmação que fiz alguns dias atrás: Minhas palavras tão cansando de mim.
Se isso não são inúteis palavras jogadas aos seus olhos, o que são? Se essa não é minha loucura, o que é isso?
Minhas palavras cansam de mim, você cansa de mim, eu canso de mim... alguém ainda acredita nessa pessoa que aqui se encontra, sempre insatisfeita e reclamona, sempre procurando algo a mais, sempre tentando quando não deveria? Alguém acredita nessa pessoa que acredita em todo mundo? Que não quer ver maldade nem acreditar nela, que tá ali, beirando largar tudo de mão mas sabe que isso seria suicido, e pensa que pode adiar isso mais um pouco. Alguém acredita em mim? Pessoa dependente que não tem auto-confiança? Desculpem, desculpem.
Loucura me faz lembrar filmes, me faz lembrar que aprendo muito com filmes, e geralmente o personagem mais louco é o que mais fala coisas que me atingem...
"Seus olhos não se movem sempre para as coisas que você quer?"
Tantas citações, de tantos lugares, de tantos loucos. Loucos por cinema, loucos por amor, loucos pelas imagens e pela sensação. Somos todos loucos, impossivel negar meu amigo, olhe para si mesmo. Nos dias de hoje precisamos ter a mente aberta, e os olhos mais abertos ainda.
E veja as coisas que escrevo, que falo e que penso. Ah se você pudesse ver minha mente... entenderia do que falo. Depois disso tenho certeza da afirmação que fiz alguns dias atrás: Minhas palavras tão cansando de mim.
Se isso não são inúteis palavras jogadas aos seus olhos, o que são? Se essa não é minha loucura, o que é isso?
Minhas palavras cansam de mim, você cansa de mim, eu canso de mim... alguém ainda acredita nessa pessoa que aqui se encontra, sempre insatisfeita e reclamona, sempre procurando algo a mais, sempre tentando quando não deveria? Alguém acredita nessa pessoa que acredita em todo mundo? Que não quer ver maldade nem acreditar nela, que tá ali, beirando largar tudo de mão mas sabe que isso seria suicido, e pensa que pode adiar isso mais um pouco. Alguém acredita em mim? Pessoa dependente que não tem auto-confiança? Desculpem, desculpem.
domingo, 19 de julho de 2009
Entendo?
Acho que deve ser divertido ignorar a minha existência, as pessoas adoram fazer isso. Fazem tanto que estou quase largando tudo que tenho pra voltar ao que eu era.
Mas minhas lembranças ainda permanecem, intactas, cuidei para ficar com aquelas que me fazem sorrir, que me fazem feliz e todas as outras eu joguei fora. Agora eu só penso que o que tiver que acontecer, vai acontecer. Como em Fevereiro. Se isolar uma semana daquela vez foi útil pra mim, me mostrou o que antes eu sabia mas não entendia. Apesar das lágrimas vazias, eu via quem realmente tava do meu lado. Eu escrevia exatamente o que se passava na minha cabeça nas páginas do passado, percebendo como as coisas mudam depressa, como a gente cresce... nós mudamos. 20 páginas frente e verso de soidão, 9 meses de confusão, dois anos de coração quebrado. Leio minhas páginas de vocês... foi tão rápido.
Por mais simples que tenha sido, mesmo que nada tenha acontecido, o dia 29/03/2009 me trás boas lembranças. Era a sensação, sabe? Era sorrir sem pensar, dormir tranquila, abraçar e fechar os olhos, beijar e respirar fundo. Era o que fazia meus dias menos piores. Eu suspirava, e estava me acostumando ás coisas, ao formato daquele novo modo.
Porque, me diz, porque a gente tá assim agora? Porque todo mundo tá assim agora?
É só triste...
Mas minhas lembranças ainda permanecem, intactas, cuidei para ficar com aquelas que me fazem sorrir, que me fazem feliz e todas as outras eu joguei fora. Agora eu só penso que o que tiver que acontecer, vai acontecer. Como em Fevereiro. Se isolar uma semana daquela vez foi útil pra mim, me mostrou o que antes eu sabia mas não entendia. Apesar das lágrimas vazias, eu via quem realmente tava do meu lado. Eu escrevia exatamente o que se passava na minha cabeça nas páginas do passado, percebendo como as coisas mudam depressa, como a gente cresce... nós mudamos. 20 páginas frente e verso de soidão, 9 meses de confusão, dois anos de coração quebrado. Leio minhas páginas de vocês... foi tão rápido.
Por mais simples que tenha sido, mesmo que nada tenha acontecido, o dia 29/03/2009 me trás boas lembranças. Era a sensação, sabe? Era sorrir sem pensar, dormir tranquila, abraçar e fechar os olhos, beijar e respirar fundo. Era o que fazia meus dias menos piores. Eu suspirava, e estava me acostumando ás coisas, ao formato daquele novo modo.
Porque, me diz, porque a gente tá assim agora? Porque todo mundo tá assim agora?
É só triste...
sábado, 18 de julho de 2009
Custo.
Tudo tem seu preço.
As coisas que você faz pra alguém, com certeza voltam pra você.
Machucada, aqui, me encontro. Não deitada, nem com sangue escorrendo. Só machucada, com feridas abertas. Elas não sangram, eu já passei por essa 'fase'. Fases...
E continuo sentada no chão, com os olhos vazios, sem vontade, sendo por ser, fazendo por fazer, sem prestar atenção em volta.
O que tem em volta? Só borrões, o tempo passa algumas vezes tão lento, e ás vezes tão rápido. Nunca presto atenção quando muda, quando vi já está diferente.
Ando tomando sustos seguidamente, o que me faz perceber o quão concentrada nos meus pensamentos estou... que pensamentos? Tô oca.
Pra mim já deu de sair machucada, me abandonei. De volta aos cigarros, aos vicios.
As coisas que você faz pra alguém, com certeza voltam pra você.
Machucada, aqui, me encontro. Não deitada, nem com sangue escorrendo. Só machucada, com feridas abertas. Elas não sangram, eu já passei por essa 'fase'. Fases...
E continuo sentada no chão, com os olhos vazios, sem vontade, sendo por ser, fazendo por fazer, sem prestar atenção em volta.
O que tem em volta? Só borrões, o tempo passa algumas vezes tão lento, e ás vezes tão rápido. Nunca presto atenção quando muda, quando vi já está diferente.
Ando tomando sustos seguidamente, o que me faz perceber o quão concentrada nos meus pensamentos estou... que pensamentos? Tô oca.
Pra mim já deu de sair machucada, me abandonei. De volta aos cigarros, aos vicios.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Querer.
Não tem preço, não tem palavras, não tem tempo. O que quero está adiante, distante de mim, minhas mãos não podem alcançar, não posso sentir. Mas quero mesmo assim, e vou conseguir, ter em minhas mãos o que desejo, mesmo que não seja algo que você tem em suas mãos, que dê para segurar, mas com certeza você consegue ver. Eu quero. Eu quero até os ossos.
Consome, nubla, irrita, foge, some, aparece e leva tudo de volta. Lágrimas de felicidade são as coisas mais raras de se conseguir, mas eu as tenho guardadas em algum lugar dentro de mim só esperando pra eu me desfazer delas logo. Mas o olhar vazio não as deixa virem, a falta de uma coisa, e somente uma: querer.
Não quero continuar aqui, mas eu queria acima de tudo, querer. Até os ossos, alvos.
Quero querer ser melhor, quero gostar de mim, quero me ver bem, quero te ver bem, te quero bem, te quero... aqui. Em mim, em nós, em tudo. Minha cabeça acompanha a brisa, em lugares onde ninguém chega, meu coração não bate mais, ele dorme e só precisa de um empurrãozinho. Meu cigarro não acaba nunca, parece que as cinzas que caem no meu braço e queimam, fazem um ciclo de cair e voltar ao lugar, queimam, param, e voltam a queimar num lugar já machucado.
Minhas partes, pequenos fragmentos, caem atrás, atrás de tudo que era meu mas eu deixei passar. Atrás do que eu sentia que não chegava nem perto do vazio. Eu sentia tanta coisa, eu sentia tanto, sinto muito...
E a dor volta sempre de maneiras diferentes, é como um resfriado, seu corpo cria barreiras contra um tipo, de mais de 200 existentes. Coisas que vão te fazer sofrer, podem ser muito mais de 200.
É que é tão triste, viver nesse mundo. Ninguém pode mudar nada, mesmo que sacrifique-se uma vida por isso, de que irá adiantar?
Consome, nubla, irrita, foge, some, aparece e leva tudo de volta. Lágrimas de felicidade são as coisas mais raras de se conseguir, mas eu as tenho guardadas em algum lugar dentro de mim só esperando pra eu me desfazer delas logo. Mas o olhar vazio não as deixa virem, a falta de uma coisa, e somente uma: querer.
Não quero continuar aqui, mas eu queria acima de tudo, querer. Até os ossos, alvos.
Quero querer ser melhor, quero gostar de mim, quero me ver bem, quero te ver bem, te quero bem, te quero... aqui. Em mim, em nós, em tudo. Minha cabeça acompanha a brisa, em lugares onde ninguém chega, meu coração não bate mais, ele dorme e só precisa de um empurrãozinho. Meu cigarro não acaba nunca, parece que as cinzas que caem no meu braço e queimam, fazem um ciclo de cair e voltar ao lugar, queimam, param, e voltam a queimar num lugar já machucado.
Minhas partes, pequenos fragmentos, caem atrás, atrás de tudo que era meu mas eu deixei passar. Atrás do que eu sentia que não chegava nem perto do vazio. Eu sentia tanta coisa, eu sentia tanto, sinto muito...
E a dor volta sempre de maneiras diferentes, é como um resfriado, seu corpo cria barreiras contra um tipo, de mais de 200 existentes. Coisas que vão te fazer sofrer, podem ser muito mais de 200.
É que é tão triste, viver nesse mundo. Ninguém pode mudar nada, mesmo que sacrifique-se uma vida por isso, de que irá adiantar?
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Sonho.
Sabe, tem uma coisa engraçada em relação aos meus sonhos. Neles, eu vejo todas as coisas nas quais eu pensei no meu dia, todos pensamentos misturados de um jeito engraçado, de um modo que eu não imaginava eles. Mas não é isso o realmente engraçado neles... o realmente engraçado, é que todas coisas em que eu penso mesmo aparecem nele, menos você. Então eu me pergunto o que isso quer dizer... e acho que minha mente tá sendo boazinha comigo. Acho que se eu te visse todo dia nos meus sonhos, eu acordaria chorando. Já basta a confusão na minha mente. Mas confesso, se te visse... não imagino qual seria a minha reação. Provavelmente eu fugiria, porque prefiro não te ver do que te ver e ter que lembrar que você não tá comigo.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Não.
Hoje não. Chega de pesadelos por favor, cansei de acordar sem ar, cansei de acordar suando frio, cansei dessas imagens que me assombram. Chega de andar com medo, como se tivesse uma arma na nuca. Não quero mais isso, não.
domingo, 5 de julho de 2009
Revolução.
Uma revolução explodiu em casa. Tudo para um bem maior, mas que bem? Se machucam, insensíveis. Não passa do inevitável. Quando o frio faz necessário o fogo, mas não se tem uma faísca de esperança pra ascender ele. Então, perdidos na escuridão os amantes choram, suplicam por algo.
Ele não consegue ver nada além de si, ele não consegue ver que sua vida pode ser mais do que isso. Todos podem, ninguém diz. Enquanto ela, machucada centenas de vezes, mais uma vez, vai ao chão. Eu avisei, que o dia em que ela faria as malas e diria ‘estou partindo’, poderia estar mais próximo do que ele imaginava. Mas quem ouve uma adolescente?
Ela não se sente amada, e acho que essa é a pior sensação do mundo quando estamos com alguém, e parece que estamos sozinhos. Acho que vou mudar todo o rumo de uma vida por ela, porque ela não merece isso, e ela SABE que a vida dela É BEM MAIS DO QUE ISSO AQUI!
Á dois anos, eu escrevia textos que poderiam ser encarados como fictícios, mas eram tão reais, que se eu os mostrasse como reais, seriam muito tristes pra se ler. Acho que eu sempre estive certa, felicidade não é assim, não é essa vida.
Mais uma conversa é necessária entre dois extremos, somos muito diferentes mas eu digo, repito, que não perco nada falando. Não perco absolutamente nada, só ganho. Mas não ganho nada bom, eu fico com pena de alguém que é tão fraco… e sozinho, afinal de contas. Temo por ele, não é como se ele não significasse nada, afinal, são 10 anos!
E é aí que eu me encontro. Assisstindo uma espécie de casamento infeliz. Tudo o que eu não quero tanto pra mim, quando pra ela. Não é justo alguém que sofreu tanto viver na infelicidade, não acha, mãe? ‘Tu não vai chorar, né?’, você me pergunta, ‘Não mãe, você tá chorando por mim’, eu te respondo.
Eu sempre achei que quando a gente vê uma revolução explodir na nossa frente, a gente tem que se mexer. No meu caso, foi atrás da porta da cozinha que eu escutei, pronta pra entrar, mas com medo de piorar tudo. Agora já se foi, as coisas não vão mudar, como ele disse. Eu preciso dar um jeito. É impossivel, mas eu preciso fazer alguma coisa. Eu preciso de ajuda. Eu me segurava nessa família, e ela tá caindo. Alguém me ajuda, por favor?
Ele não consegue ver nada além de si, ele não consegue ver que sua vida pode ser mais do que isso. Todos podem, ninguém diz. Enquanto ela, machucada centenas de vezes, mais uma vez, vai ao chão. Eu avisei, que o dia em que ela faria as malas e diria ‘estou partindo’, poderia estar mais próximo do que ele imaginava. Mas quem ouve uma adolescente?
Ela não se sente amada, e acho que essa é a pior sensação do mundo quando estamos com alguém, e parece que estamos sozinhos. Acho que vou mudar todo o rumo de uma vida por ela, porque ela não merece isso, e ela SABE que a vida dela É BEM MAIS DO QUE ISSO AQUI!
Á dois anos, eu escrevia textos que poderiam ser encarados como fictícios, mas eram tão reais, que se eu os mostrasse como reais, seriam muito tristes pra se ler. Acho que eu sempre estive certa, felicidade não é assim, não é essa vida.
Mais uma conversa é necessária entre dois extremos, somos muito diferentes mas eu digo, repito, que não perco nada falando. Não perco absolutamente nada, só ganho. Mas não ganho nada bom, eu fico com pena de alguém que é tão fraco… e sozinho, afinal de contas. Temo por ele, não é como se ele não significasse nada, afinal, são 10 anos!
E é aí que eu me encontro. Assisstindo uma espécie de casamento infeliz. Tudo o que eu não quero tanto pra mim, quando pra ela. Não é justo alguém que sofreu tanto viver na infelicidade, não acha, mãe? ‘Tu não vai chorar, né?’, você me pergunta, ‘Não mãe, você tá chorando por mim’, eu te respondo.
Eu sempre achei que quando a gente vê uma revolução explodir na nossa frente, a gente tem que se mexer. No meu caso, foi atrás da porta da cozinha que eu escutei, pronta pra entrar, mas com medo de piorar tudo. Agora já se foi, as coisas não vão mudar, como ele disse. Eu preciso dar um jeito. É impossivel, mas eu preciso fazer alguma coisa. Eu preciso de ajuda. Eu me segurava nessa família, e ela tá caindo. Alguém me ajuda, por favor?
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Marina
Não faz mais sentido. Seria uma mentira muito deslavada falar que não faz mais sentido fazer as coisas. Todos meus sentimentos até hoje me deram motivos pra chorar no final, todas minhas expectativas em cima de pessoas, minhas esperanças em cima de amigos. Eu nunca desisti de ninguém, as pessoas de algum modo, desistiram de mim. Nunca tentei me afastar, mas afastei. Procurei sempre estar presente quando precisam, e acabei estando presente só quando precisam. Me chamam só quando precisam. Você cansa de tentar, mas não consegue parar. Só que começa a não tentar tanto. Eu queria ser como a Audrey, sabe, amar alguém que me ama. Sem querer amar essa pessoa. Faz sentido o modo dela de pensar. Faz sentido, a vida endureceu ela, como disse o Ed. A vida não foi tão dura pra mim como foi pra Audrey, claro que não. Mas a vida tá me enchendo o saco, tá me tirando a paciência. Eu não tenho garantia de felicidade, não consigo mais me agarrar á algo que me dê esperança, não vejo mais porquê em coisas onde eu via antes... Minha criatividade sumiu, minhas idéias se esvairam. Um cantil, cheio, que aos poucos vai deixando seu conteúdo escapar pra fora, pra baixo, pra qualquer lugar. Pra outro lugar. Nem sempre é fácil, e eu queria ter alguém aqui pra me dizer 'eu tô aqui pra sempre'. Eu tenho alguém que já me disse isso, entre abraços e beijos trêmulos, ele disse 'eu to sempre aqui tá? Não te preocupa.' Mas eu aprendi que todo mundo tem capacidade de machucar, que qualquer pessoa pode te deixar um buraco no peito. Eu tenho tanto medo de mostrar toda a Marina, mostrar o que eu realmente sou e acabar afastando todo mundo. Eu tenho esse lado negro, eu tenho essa tristeza que fica sempre em mim, e que ás vezes consome. Eu aprendi a pensar positivo, e as coisas começaram a dar certo, mas elas deram certo porque uma hora ou outra tinham que dar. Esse meu lado escuro acabou sendo esquecido. Eu fiz ele dormir. Eu fiz ele quase morrer, fiz sufocar. E a vontade que eu tenho é de ficar sozinha, de mostrar meu real eu pro mundo todo, que todos vejam meu desespero, e depois mostrar o meu eu que mascara tudo isso. Queria alguém que me conhecesse por completo, e que mesmo assim ficasse com anseio de me ver. Eu to cansada de falar de mim. Eu to cansada de ter passado por coisas pra dar exemplo pros outros. Cansei de esperar. Eu quero ação, chega de falta de vontade. Tem tanta coisa me puxando pra trás, dá vontade de soltar tudo isso. To a fim de ficar um pouco sozinha, dedicar meu tempo á mim, me cuidar, conseguir o que eu quero e fazer tudo por mim, sem ter que falar as coisas, sem ter que encher o saco de alguém. E eu quero muito, muito mesmo me ajeitar. Devagar, me ajeitar e ficar bem. Queria conseguir deixar minha mente vazia de novo. Dormir um pouco mais seria a solução? Afinal, quando se tem o dia todo pra dormir, tem que aproveitar, né?
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Sem lar.
Não pertencia áquele lugar. Aquela não era a sua vida, nada daquilo era seu. E sua mente voltava a girar, mas não parava. Era um constante giro. Ácido? Não... a fase do ácido já havia passado á muito tempo, já estava tudo corroído, não tinha como recuperar-se disso, aquela fase a havia moldado para fazer dela a pessoa que ela era hoje. Sem esperança. Ela perdia o foco, perdia a razão e a vontade por onde passava, mas não fazia questão de tentar recuperar. Se perdeu totalmente, e inutilmente tentava juntar os pedaços desesperada, se cortava sem querer nas palmas com as próprias memórias, até que viu que não sangrava mais... e desistiu. Podia não sangrar, mas machucava de qualquer maneira. Não a fazia chorar, a puxava de volta para aquela escuridão. Estava vivendo algo que não mais conhecia, não sabia como era viver daquela maneira. Odiava cada segundo no qual não se sentia ao lugar que pertencia... não pertencia a lugar algum. Era uma alma perdida em um quarto branco infinito. O que precisava para se recuperar? Talvez de uma conversa, esclarecimentos... mas sabia que estava na ponta de um penhasco, e o abismo parecia alto de mais em algumas horas, porém em outras parecia ter apenas 2 metros... o máximo que podia acontecer era ela torçer o pé... ou morrer. Não podia adiar pra sempre, precisava descobrir, precisava saber o que vinha depois de tudo! Ao mesmo tempo que queria adiar, queria desesperadamente que revelassem tudo para ela. Mas até onde pudesse adiaria. Evitaria. Continuaria quieta. Continuaria tentando. Torcia para a queda ser apenas de 2 metros. Ou menos.
domingo, 8 de março de 2009
O que seria?
"Acordada, apenas olhava para cima. Tentava pensar em algum motivo pra levantar da cama, e sim, achou vários. Mas nenhum era bom o suficiente para ela. Começou a suar frio e a se revirar na cama. Não era hora de levantar ainda, nenhum facho de luz passava pela janela aberta a não ser o de um poste de luz. Até que ela botou o rosto no travesseiro, apertou ele com toda a força e tentou não respirar, mas não conseguiu, ficou de joelhos em cima da cama, fechou os olhos e passou as mãos em seu rosto. Lágrimas das quais ela nem lembrava estavam inundando seu rosto... ou seria aquele suor frio? Ou seriam aquelas dúvidas? Ou a falta de sono? Ou a falta de atenção? Talvez fosse somente a falta de algo que a fizesse querer levantar da cama."
domingo, 21 de setembro de 2008
Matar você?
"Eu não me sinto querendo matar você hoje, não quando os recursos acabaram, não quando me restam apenas dois cigarros e nenhuma vontade de lutar. Esgotaram-se meus esforços das ultimas vezes que insisti em te matar. Todas as noites. Todos os dias. A cada respiração. Eu simplesmente, não me sinto querendo matar você hoje. Não hoje."
segunda-feira, 14 de julho de 2008
O melhor que você já teve.
"Dor de cabeça. Uma enorme dor de cabeça. Mesmo assim ela acordou, e fez o que sempre fazia. Mas dessa vez era diferente, se sentia mais leve. Menos corroída. O dia passou e ela nem viu, o ano passou e ela nem viu.
-Você faz isso pra chamar atenção?
Oh, você faz?
-Eu te amo, e sempre , sempre vou estar aqui por ti ok?
-Ok, eu te amo também. Desculpa.
Não são coisas que a gente esquece...
-Vamos jogar futebol?
-NÃO! Eu nao jogo futebol!
É, mas 5 minutos depois estava jogando.
Não são coisas que a gente esquece... e sim, coisas que vão ficar guardadas pra sempre no mais importante lugar dos nossos corações, das nossas mentes. Ela sabia de tudo isso e de um pouco mais, ela sentia que aquilo era especial e que ela devia guardar cada segundo. Queria chorar de novo, mas desssa vez de alívio, porque a preocupação por maior que fosse, perdera no mínimo uns 50 kg, só faltava mais 50kg! Apesar de saber que a sua felicidade não era pra sempre, estava sabendo aproveitar ela enquanto durava.
Como naquele dia havia chegado com sono de mais em casa, não tivera tempo de pensar, de raciocinar sobre o que havia acontecido. Preferia assim, ter agido um pouco irracional, porque fechava os olhos e sorria. A quanto tempo não fazia isso? Céus, pareciam séculos! E o ano passava tão rápido, dando uma rasteira nela. O medo de ficar velha de mais, mesmo sendo ridículo, estava pairando sobre a sua cabeça. 'Olha o bob dylan, como será que é pra ele ver os videos e as fotos de quando ele era mais novo?'.
Tinha muito o que fazer ainda, e mesmo sabendo que nem tudo estava absolutamente bem, tinha arrumado motivos pra continuar de novo. Suas decisões ainda não haviam cicatrizado, a ferida estava exposta á tudo, e ela se expôs a todos, mas soube controlar. Mesmo não tendo controle nenhum sobre nada, mesmo não tendo auto-controle. Tudo que ela sabia era nada, o que ela não sabia era tudo assim como o que ela queria mas não sabia, o que ela sonhava mas não tinha prestado atenção. Assim como o retrato estava no baú de prata, no de ouro, como o casal extraterrestre era misto. Nem ela entendia mais os próprios pensamentos. E você acha que ela desistiu de pensar?
Aquele desejo de ter o passado de volta, veio, e veio com força, aquelas lagrimas valeram a pena, pois depois veio o abraço do qual ela precisava e tinha vergonha de pedir. Não, ela não pararia de pensar, porque pensando ela formulava opinião, mesmo não expresando-a na hora, sempre chegava a hora, e ela via que a espera valera a pena. Pensar a fazia bem."
-Você faz isso pra chamar atenção?
Oh, você faz?
-Eu te amo, e sempre , sempre vou estar aqui por ti ok?
-Ok, eu te amo também. Desculpa.
Não são coisas que a gente esquece...
-Vamos jogar futebol?
-NÃO! Eu nao jogo futebol!
É, mas 5 minutos depois estava jogando.
Não são coisas que a gente esquece... e sim, coisas que vão ficar guardadas pra sempre no mais importante lugar dos nossos corações, das nossas mentes. Ela sabia de tudo isso e de um pouco mais, ela sentia que aquilo era especial e que ela devia guardar cada segundo. Queria chorar de novo, mas desssa vez de alívio, porque a preocupação por maior que fosse, perdera no mínimo uns 50 kg, só faltava mais 50kg! Apesar de saber que a sua felicidade não era pra sempre, estava sabendo aproveitar ela enquanto durava.
Como naquele dia havia chegado com sono de mais em casa, não tivera tempo de pensar, de raciocinar sobre o que havia acontecido. Preferia assim, ter agido um pouco irracional, porque fechava os olhos e sorria. A quanto tempo não fazia isso? Céus, pareciam séculos! E o ano passava tão rápido, dando uma rasteira nela. O medo de ficar velha de mais, mesmo sendo ridículo, estava pairando sobre a sua cabeça. 'Olha o bob dylan, como será que é pra ele ver os videos e as fotos de quando ele era mais novo?'.
Tinha muito o que fazer ainda, e mesmo sabendo que nem tudo estava absolutamente bem, tinha arrumado motivos pra continuar de novo. Suas decisões ainda não haviam cicatrizado, a ferida estava exposta á tudo, e ela se expôs a todos, mas soube controlar. Mesmo não tendo controle nenhum sobre nada, mesmo não tendo auto-controle. Tudo que ela sabia era nada, o que ela não sabia era tudo assim como o que ela queria mas não sabia, o que ela sonhava mas não tinha prestado atenção. Assim como o retrato estava no baú de prata, no de ouro, como o casal extraterrestre era misto. Nem ela entendia mais os próprios pensamentos. E você acha que ela desistiu de pensar?
Aquele desejo de ter o passado de volta, veio, e veio com força, aquelas lagrimas valeram a pena, pois depois veio o abraço do qual ela precisava e tinha vergonha de pedir. Não, ela não pararia de pensar, porque pensando ela formulava opinião, mesmo não expresando-a na hora, sempre chegava a hora, e ela via que a espera valera a pena. Pensar a fazia bem."
sábado, 12 de julho de 2008
Amor?
"-Ele é o típico cidadão brasileiro, acredita em tudo que passa na televisão, ama futebol, e tá sempre apostando na mega sena"
-Pois é, e como eu fui me apaixonar por ele?
-... não sei...
Ela coçou a cabeça com a pergunta da mãe, entraram na livraria.
-Ele parecia atraente na época, diferente...
-Ele era diferente?
-Não...
As duas se olharam. Ela podia ver que por trás daquelas palavras que sua mãe dizia tinha amor, mas medo também. Se ela, sua mãe, não ficasse com ele, seu padrasto, com quem ficaria? Eles aprenderam a se suportar, ela aprendeu a sofrer em silêncio, ele se desligou do mundo inteiro, olhando televisão e novelas, e absorvendo tudo de lá, aplicando o que via em sua própria vida, afastando ás duas, mãe e filha.
Mas vamos voltar á mãe e filha. A filha ama a mãe, odeia a mãe, despreza a mãe, idolatra a mãe... é inexplicável. Ela vê a dor no rosto da própria mãe, do seu próprio futuro.
-Eu nunca me apaixonaria por um cara assim...
-Mas filha...
-Eu sei, ele é uma boa pessoa. Eu nao desgosto dele.
E isso ficou em sua cabeça por um bom tempo. Começou a perceber como a companhia da mãe era boa, e como a deixava com vontade de não fazer mais nada além daquilo, além de ficar lá falando. O amor da mãe por aquele homem era algo inexplicável, mas o que os unia era a certeza de que queriam passar os restos de suas vidas juntos. Não era necessáriamente amor, isso se chama companherismo.
A cabeça dela girou, e parou como sempre em si mesma. De que modo isso a afetaria? Não queria mais pensar nisso, queria aproveitar o momento, queria gritar. Coçou a cabeça de novo.
Em casa tudo é diferente, naquela casa era. O nó na garganta havia voltado simplesmente por estar lá, se perguntou se a escolha que havia tomado era certa, se devia mesmo ter ido embora. A resposta relutante que veio do fundo de sua mente foi 'sim, voce fez isso por um motivo maior'. Fechou os olhos e continuou o teatro. E cada cena daquele filme que elas olhavam juntas, ela absorvia totalmente. Tudo ao seu redor indicava que devia mudar, que devia querer mudar. Ela estava em pânico, continuava sem saber como. As limitações do ator principal nao o impediram de fazer o que amava. O que ela amava?! Não sabia, queria saber, mas se ela nao soubesse, quem iria lhe dizer? Nenhum livro, nenhuma música, nenhum perfume, nenhum filme, nenhuma foto, nenhuma flor. Ela achava que conhecia tudo, mas quando na verdade, não conhecia nem a si mesma, nem a ponto de saber o que realmente amava. "Eu não sei tudo, eu tenho que parar de agir como se soubesse". E assim, se apaixonou pelas imagens que via, observou bem os formatos, sentiu o gosto como nunca antes, ouviu os sons como jamais ouvira. Não sabia o que amava ainda, não sabia o que queria, mas começou a perceber um pouco mais das coisas, começou a tentar descobrir mais sobre si mesma, mesmo quando o ácido voltava a corroe-la, levantava-se e fazia uma das coisas que ela tinha CERTEZA que amava: Ouvir música e fechar os olhos, imaginando coisas inimagináveis."
-Pois é, e como eu fui me apaixonar por ele?
-... não sei...
Ela coçou a cabeça com a pergunta da mãe, entraram na livraria.
-Ele parecia atraente na época, diferente...
-Ele era diferente?
-Não...
As duas se olharam. Ela podia ver que por trás daquelas palavras que sua mãe dizia tinha amor, mas medo também. Se ela, sua mãe, não ficasse com ele, seu padrasto, com quem ficaria? Eles aprenderam a se suportar, ela aprendeu a sofrer em silêncio, ele se desligou do mundo inteiro, olhando televisão e novelas, e absorvendo tudo de lá, aplicando o que via em sua própria vida, afastando ás duas, mãe e filha.
Mas vamos voltar á mãe e filha. A filha ama a mãe, odeia a mãe, despreza a mãe, idolatra a mãe... é inexplicável. Ela vê a dor no rosto da própria mãe, do seu próprio futuro.
-Eu nunca me apaixonaria por um cara assim...
-Mas filha...
-Eu sei, ele é uma boa pessoa. Eu nao desgosto dele.
E isso ficou em sua cabeça por um bom tempo. Começou a perceber como a companhia da mãe era boa, e como a deixava com vontade de não fazer mais nada além daquilo, além de ficar lá falando. O amor da mãe por aquele homem era algo inexplicável, mas o que os unia era a certeza de que queriam passar os restos de suas vidas juntos. Não era necessáriamente amor, isso se chama companherismo.
A cabeça dela girou, e parou como sempre em si mesma. De que modo isso a afetaria? Não queria mais pensar nisso, queria aproveitar o momento, queria gritar. Coçou a cabeça de novo.
Em casa tudo é diferente, naquela casa era. O nó na garganta havia voltado simplesmente por estar lá, se perguntou se a escolha que havia tomado era certa, se devia mesmo ter ido embora. A resposta relutante que veio do fundo de sua mente foi 'sim, voce fez isso por um motivo maior'. Fechou os olhos e continuou o teatro. E cada cena daquele filme que elas olhavam juntas, ela absorvia totalmente. Tudo ao seu redor indicava que devia mudar, que devia querer mudar. Ela estava em pânico, continuava sem saber como. As limitações do ator principal nao o impediram de fazer o que amava. O que ela amava?! Não sabia, queria saber, mas se ela nao soubesse, quem iria lhe dizer? Nenhum livro, nenhuma música, nenhum perfume, nenhum filme, nenhuma foto, nenhuma flor. Ela achava que conhecia tudo, mas quando na verdade, não conhecia nem a si mesma, nem a ponto de saber o que realmente amava. "Eu não sei tudo, eu tenho que parar de agir como se soubesse". E assim, se apaixonou pelas imagens que via, observou bem os formatos, sentiu o gosto como nunca antes, ouviu os sons como jamais ouvira. Não sabia o que amava ainda, não sabia o que queria, mas começou a perceber um pouco mais das coisas, começou a tentar descobrir mais sobre si mesma, mesmo quando o ácido voltava a corroe-la, levantava-se e fazia uma das coisas que ela tinha CERTEZA que amava: Ouvir música e fechar os olhos, imaginando coisas inimagináveis."
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