Estamos girando. Mas no sentido contrário, estamos voltando no tempo. E de algum modo isso nos faz viver mais depressa. Começamos no final, terminamos no mesmo lugar. Talvez essa vida não tenha sentido, podemos ser um monte de poeira cósmica, assumimos um formato e muitas vezes não o queremos.
Nossos ossos, alvos. Me reduzo a poeira para melhor transitar, ao vento flutuo junto com frases prontas, com risadas verdadeiras e gritos de dor. Eu viajo na velocidade do desejo, que depende do ser humano. E só com um desejo eu me transfomo, os osssos viram poeira, a poeira vira o sonho, o sonho se torna intocável. Para sempre vento e desejo, sempre me movendo e movendo o mundo. Por entre dedos escapo e dou risada, mas quando minha necessidade e desejo surgem, não são meus. Quando meu querer aparece, ele passa a não me pertencer, pois escolhi abdicar disso para ser do mundo.
Mas com um desejo, um querer, passo a ser sua.
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