sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Água.

Não entendo como sempre tenta se mostrar a verdade toda, mas nunca se consegue. Parece que a verdade muda constantemente, deixando para trás a antiga verdade, transformada em mentira pelo presente. Em palavras simples, as coisas mudam.
Andei despreocupada pois me foquei em algo, mas a angústia e a dor de ver minha imagem refletida no espelho não vão embora. A sensação de estar presa a qualquer coisa me irrita, quero fechar os olhos e sair de mim. Muitas vezes nem lembro o que acontece então.
A verdade é que ninguém sabe, mas eu quero muito falar, aquele motivo que é só meu, aquele motivo que me mata um pouquinho cada dia. Tem nome, endereço, data e hora. Mas agora que o motivo desapareceu o que me resta? A não ser a solidão e a ânsia por mais?
Beijar e não sentir os lábios. Tocar só por desespero, ansiedade das mãos, dor do corpo.
Lágrimas não vem quando eu chamo, elas vem quando são difíceis de explicar.
As coisas mudam, mas a minha maldita essência continua aqui, minha certeza reforçada pela rotina, meus motivos transformados em coisas vazias. Quem sabe assim, tudo não melhora? Quem sabe assim...
Meu quarto inundou.

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