segunda-feira, 14 de julho de 2008

O melhor que você já teve.

"Dor de cabeça. Uma enorme dor de cabeça. Mesmo assim ela acordou, e fez o que sempre fazia. Mas dessa vez era diferente, se sentia mais leve. Menos corroída. O dia passou e ela nem viu, o ano passou e ela nem viu.
-Você faz isso pra chamar atenção?
Oh, você faz?
-Eu te amo, e sempre , sempre vou estar aqui por ti ok?
-Ok, eu te amo também. Desculpa.
Não são coisas que a gente esquece...
-Vamos jogar futebol?
-NÃO! Eu nao jogo futebol!
É, mas 5 minutos depois estava jogando.
Não são coisas que a gente esquece... e sim, coisas que vão ficar guardadas pra sempre no mais importante lugar dos nossos corações, das nossas mentes. Ela sabia de tudo isso e de um pouco mais, ela sentia que aquilo era especial e que ela devia guardar cada segundo. Queria chorar de novo, mas desssa vez de alívio, porque a preocupação por maior que fosse, perdera no mínimo uns 50 kg, só faltava mais 50kg! Apesar de saber que a sua felicidade não era pra sempre, estava sabendo aproveitar ela enquanto durava.
Como naquele dia havia chegado com sono de mais em casa, não tivera tempo de pensar, de raciocinar sobre o que havia acontecido. Preferia assim, ter agido um pouco irracional, porque fechava os olhos e sorria. A quanto tempo não fazia isso? Céus, pareciam séculos! E o ano passava tão rápido, dando uma rasteira nela. O medo de ficar velha de mais, mesmo sendo ridículo, estava pairando sobre a sua cabeça. 'Olha o bob dylan, como será que é pra ele ver os videos e as fotos de quando ele era mais novo?'.
Tinha muito o que fazer ainda, e mesmo sabendo que nem tudo estava absolutamente bem, tinha arrumado motivos pra continuar de novo. Suas decisões ainda não haviam cicatrizado, a ferida estava exposta á tudo, e ela se expôs a todos, mas soube controlar. Mesmo não tendo controle nenhum sobre nada, mesmo não tendo auto-controle. Tudo que ela sabia era nada, o que ela não sabia era tudo assim como o que ela queria mas não sabia, o que ela sonhava mas não tinha prestado atenção. Assim como o retrato estava no baú de prata, no de ouro, como o casal extraterrestre era misto. Nem ela entendia mais os próprios pensamentos. E você acha que ela desistiu de pensar?
Aquele desejo de ter o passado de volta, veio, e veio com força, aquelas lagrimas valeram a pena, pois depois veio o abraço do qual ela precisava e tinha vergonha de pedir. Não, ela não pararia de pensar, porque pensando ela formulava opinião, mesmo não expresando-a na hora, sempre chegava a hora, e ela via que a espera valera a pena. Pensar a fazia bem."

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