Começou pelo seu coração, tirando tudo dele, deixando-o mais fraco e vunerável, tirou os motivos do mesmo para bater, fez ele derreter e ela não o encontrar mais, por mais que segurasse tudo em suas mãos com força, as coisas sempre acabavam esvaindo por entre seus dedos, por mais que ela chorasse, gritasse, era o passado que se passava pelas frestas de suas feridas palmas, era a vida que lhe foi tirada e que ela queria de volta, era o que ela havia sentido e vivido e ela queria de volta, era do que ela reclamava, mas queria. As palmas das mãos suavam, as lágrimas escorriam como ácido, doendo, ardendo, corroendo. Era necessário tirar tudo aquilo de dentro, largar tudo pro mundo, ia enlouquecer se mantesse aquilo dentro de si, e era melhor aquele ácido em forma de lágrimas, do que em forma de loucura. E o pior de tudo, é que depois do seu coração, consumiu também a sua mente, seus pensamentos, sua alma. Ela estava fraca, rastejando e implorando por razão, implorando por felicidade. Mas aos poucos ela ia se desintoxicando, e ela sentia que faltava pouco pra tudo aquilo acabar, e simplesmente nao importava o como, mas sim o quando, o quanto mais ela teria que aguentar, sorrindo sem querer sorrir, falando sem querer falar, fingindo que nada está sangrando por dentro, quando ela sente todos seus órgãos falecerem aos poucos. Ela estava começando a procurar desesperadamente por algo que a conectasse de volta, que a prendesse no mundo, não queria desistir por nada, mas aquela doença consumia aos poucos o seu cérebro, o seu coração já falecido, sua alma já cansada de tão pouco. O que a consome tanto? Ela vai perecer?
mazzyxx
quarta-feira, 9 de julho de 2008
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