sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Fuck it.

Hoje comprei uma escova de dentes super legal, sabe? É, foi o auge do meu dia, porque eu nunca comprei uma escova de dentes com cerdas brancas e azuis nas pontas. Tipo, cara é Deep Clean! 360°! É uma escova de dente do caramba! Mas não é disso que eu queria falar. Eu queria falar sobre esse lance, de se imaginar daqui a 5, 10 anos... Não consigo. Queria realmente conseguir, mas não dá. Não desse jeito, não da maneira que eu tenho levado a vida. É por isso que eu decidi ir embora. Porque não aguenta a vida assim, não vai funcionar se continuar dessa maneira. Eu to brincando de morta, e não é divertido. Quero mudar a brincadeira pra variar. Quero começar já, agora, o quanto antes, quebrar tudo e por em vários sacos de lixo, manter apenas o que considero importante. E sabe, foda-se, eu parei de falar, e to feliz assim, eu parei de criticar e to feliz assim, passei a observar e aprendi assim. Já acho que é possivel tomar minhas próprias decisões, e ficar sentada só observando é uma bosta, uma grande bosta, e ninguém vai fazer o que eu faria, o que eu fiz, o que eu vou fazer. É um 'bang', certo? Você pensa, você age. Você só pensa, ninguém age por você. É um mundo realmente ferrado, e você acaba ficando ferrado também se ficar insistindo no que vê que te trás pra baixo. Não to dizendo que vou melhorar minha vida, não to dizendo que vou melhorar a vida dos outros. Eu só vou agir. Fazer. E só porque eu posso. E quando eu descobrir o que eu quero, eu vou fazer porque vai ser pelo que quero. E eu queria que todos lessem isso, eu queria que vocês vissem, entendessem que com o tempo parece que cansamos das pessoas, das músicas, parece que precisamos dizer adeus. Eu acho que não, a gente só tem que tentar ver de uma maneira diferente. Outro ângulo. E se a gente não tentar, a gente perde tudo que a gente conquistou, e eu já perdi várias vezes várias coisas que eu conquistei, e assim aprendi a baixar a cabeça pra variar, e tentei manter o que me restava. No momento eu não tenho nada, daqui a 5 anos, acho que não vou ter nada também. Tudo o que eu tenho tá na minha cabeça, no meu corpo, em mim, e eu decidi que vou fazer o que eu quiser com isso.
E eu decido não ficar essa noite.

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