Ela era incrível. A Sunnie sempre fazia isso comigo, me deixava sem palavras quando mostrava o que estava pensando. O que eu queria, era só abraçar ela com força, naquele momento mesmo, enquanto ela saía do meu carro, parava na porta da própria casa e acenava, sorrindo. Eu observei ela espiar por uma festra entre as cotinas, pela janela, pra garantir de que eu ainda estava lá. Então ela saiu de casa, correndo até meu carro e abrindo a porta do motorista.
- Você tem que tomar um banho, também tá encharcado! Vem!
Ela me puxou pelo braço e fechou a porta, me arrastando até a casa dela embaixo da chuva. Não, a gente não se beijou na chuva como nos filmes, ela tinha feito eu prometer que nunca tentaria fazer isso.
Então, enquanto eu fui pro banho, fiquei pensando nessas coisas sobre a Sunnie que eu não entendia, as coisas que ela não me falava porque, ou só falava sem me dar oportunidade de perguntar. Ela me deixava tonto, e mulheres assim você não quer dexar tão rápido. Mas elas amam fugir.
Cheguei na cozinha e ela havia feito café, dava pra sentir o cheiro. Mas quando cheguei na cozinha, eu não consegui pegar meu café, não tive nem vontade de pegar ele. Eu queria é que alguém me acordasse daquele pesadelo.
- Su...
- Du... eu...
Havia uma faca em cima do balcão, e os pulsos dela estavam cortados, pingando sangue por toda a cozinha, como se la tivesse feito um caminho de sangue pra eu seguir.
- Desculpa Du.
Foi então que eu acordei. O telefone tocou, eram 04:35 da manhã, e era do hospital. Sunnie tinha sofrido um acidente, não me especificaram nada, eu só peguei as chaves do carro e pisei fundo no acelerador. A Su precisava de mim. Não me importava se eu tinha trabalho no dia seguinte, ou se em 2 horas eu precisava estar no escritório. Simplesmente não importava
terça-feira, 15 de setembro de 2009
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