Desde que eu me lembre, era assim. Eu me aninhando de qualquer jeito no corpão grande do papai. Sempre fui pequeninha, e ele sempre grandão, e os braços dele sempre foram onde eu encontrei conforto sem precisar dizer nada. Eu e ele somos desajeitados para nos expressarmos, mas o nosso abraço... é o melhor lugar. Desde que eu me lembre, tive junto dele. Apesar das ausências constantes, de não lembrar minha idade, e de algumas vezes me desapontar, papai sempre teve na minha mente como o melhor do munto. Um perfeito anti-herói. Meu, só meu anti-herói. Ele nunca foi de nenhuma de suas namoradas, de suas tias, talvez tenha sido um pouquinho de sua mãe e de minha mãe, mas definitivamente, é meu também. Coisas que fiz, fiz por ele, coisas que fiz pra magoar, fiz pra ele também. Poemas que escrevi foram pra ele, sonhos que tive, com ele, desenhos que ele guardou... foram pra mim.
Eu to junto com ele, desde que ele me pegou nos braços depois de eu nascer. To junto com ele pra sempre, a vida nos tira as coisas que ela pode, mas um laço assim ela não pode tirar. Papai foi meu exemplo pra vida, sempre me ensinou, tentou me ensinar, tudo que sabia, diz ele que muitas vezes eu ensino coisas para ele... Oh papai, você é um bobão mesmo.
Obrigada, pai. Obrigada por finalmente estar realmente aqui.
sábado, 25 de julho de 2009
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