'Ele está tão perdido. É como uma criança no meio de uma multidão. Ele quer tanto que todos amem as coisas que ele ama, assim como ele as ama. Ele está desesperado por ter que ficaá sem uma parte das pessoas que ama. Uma parte que pesa, porque são as pessoas que ele mais ama. Então ele vê que assim como os outros estavam indo, ele estava também.
É quase a hora de partir bebê, você está confortável?
Não, ainda dói.
E a dor que ele sente é física, mas ele a transforma em psicológica, a cabeça lateja... Porque ele não ouviu ninguém antes? Antes daquela dor horrivel se instalar dentro dele? Era como um parasita que tirava deles, noites de sono, que o fazia querer compartilhar com todos ao seu redor o que estava acontecendo. Ele falava pra quem desejasse ouvir, ele tinha medo de se despedir, de falar o que era inadiável. Mas ele repetia pra ela,e só pra ela 'Não posso te deixar sozinha, como você vai ficar sem mim?'. Ela não seria nada sem ele. Ela o via perdido, não conseguia amar o que ele amava tanto quanto ele queria que ela amasse, via o desespero dele e o dela surgirem simultâneamente. A pessoa quem ela mais amava e quem ela mais precisava ia simplesmente...
'Não consigo ver a solução.'
'Se acalme bebê, a noite já vai chegar pra tirar de você o seu motivo para abrir os olhos de manhã. Está preparada bebê?'
'Não, ainda dói'.
A dor dela é apenas psicológica, mas ela a transforma em física. O coração na mão, doendo. Porque ele não a ouviu? Ela o via sofrer, o ouvia contar várias vezes sobre o seu sofrimento... Sobre a sua dor. A dor dele, era a dor dela, e ela não queria se despedir. Não agora. Ele é ela, ela é ele. Eram duas metades de um só, cresceram juntos, e a dor de se separar pode ser maior do que eles mesmos imaginam. Um não existe sem o outro.'
terça-feira, 12 de agosto de 2008
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